Quem diria que o Thor, logo o Thor, aquele cujo primeiro filme foi dirigido pelo Kenneth Branagh, ultrapassaria até mesmo os Guardiões da Galáxia como a maior farofa do MCU? E, como você vai perceber lendo minha crítica Thor Amor e Trovão, digo isso com o maior carinho e apreciação. Você deve se lembrar, afinal de contas, que rock farofa é meu estilo de música preferido! Então coloque seu Use Your Illusion na vitrola, vista sua melhor capa rosa e venha me acompanhar enquanto faço um solo de guitarra com a palavra escrita.

CRÍTICA THOR AMOR E TROVÃO

Thor: Amor e Trovão (que título genial!) traz de volta absolutamente tudo que fez Thor Ragnarok ser a maior surpresa do MCU. E, sim, como alguém que lia esses gibis nos anos 90, isso ainda me surpreendente.

Cara, você tem noção de como o Thor da Marvel era chato? Ele falava complicado, não tinha nenhum carisma e suas aventuras eram bem menos interessantes do que se espera do famoso deus do trovão. E foi assim que ele começou no cinema, mas aos poucos foi se tornando um personagem cada vez mais cômico e hoje é, ao lado dos Guardiões da Galáxia, o principal veículo de comédia no MCU.

THOR E OS GUARDIÕES DA GALÁXIA

Então vamos começar falando dos Guardiões mesmo. No começo de Thor: Amor e Trovão, nosso amigo trovanesco está com os heróis do espaço, mas este não é o mashup Thor e Guardiões da Galáxia que todo mundo queria ver.

Logo após a abertura, eles se separam, o que é uma pena, pois a química entre os dois “Chrises de Hollywood” é muito boa. Particularmente, preferia os Guardiões do que a Valquíria. Afinal, nós já vimos bastante da dupla Thor e Valquíria em Ragnarok, mas o deus do trovão nos Guardiões é algo que só rolou no final de Ultimato. Peraí, agora percebi que não fiz a sinopse ainda. Bora?

BORA DE SINOPSE, PÔ!

Gorr (Christian Bale) é o vilão da vez. E este é um caso de sinopse bem simples. O cara encarnou o Kratos e quer matar todos os deuses que existem. O Thor, a Thor (Thora?), a Valquíria e o Korg vão tentar impedí-lo. Tudo ao som de muito rock and roll!

Crítica Thor Amor e Trovão, Thor Amor e Trovão, Thor, Jane Foster, MCU, Marvel Cinematic Universe, Delfos
Imagine o solo de guitarra de Rock You Like a Hurricane enquanto eles andam em câmera lenta!

Isso, aliás, chamou minha atenção. Lembro de o MCU ter se esforçado muito ao desenvolver Odin, Loki e Thor como “alienígenas superpoderosos” que são “praticamente deuses”. Praticamente, mas não literalmente. Bom, agora eles são deuses mesmo. E não estão sozinhos. Vários outros deuses aparecem e são citados por nome, em especial Bao, o deus dos dumplings. Pois é, se Gorr quer acabar com os deliciosos bolinhos orientais, você sabe que a coisa é séria!

GORR, KORG… ALGUÉM ESTÁ VENDO UM PADRÃO AQUI?

Se tenho uma crítica a fazer a Thor: Amor e Trovão, é a seu vilão Gorr. Sim, o visual e a atuação do antigo Batman fazem boa parte do trabalho pesado. Mas não muda o fato de que ele simplesmente não é um personagem interessante. É bidimensional e simples, a ponto de que seu objetivo (matar todos os deuses) poderia ser transformado em uma neblina, um “nada” (tipo História Sem Fim, sabe?) ou qualquer coisa nessa linha que não faria muita diferença na história.

Crítica Thor Amor e Trovão, Thor Amor e Trovão, Thor, Jane Foster, MCU, Marvel Cinematic Universe, Delfos
Ei, para onde foram as cores?

Mas aí vem o lado bom. Apesar da história não ser muito criativa, o filme é muito divertido. Tem um monte de personagens que fazem gargalhar aqui. Aliás, spin-off para a dupla de bodes já! E o humor é ao mesmo tempo bobinho e inocente, algo que adoro. O triângulo amoroso entre o Thor, o Mjölnir e sua nova arma, por exemplo, é de gargalhar. Amor e Trovão, indeed. Inclusive, Thor: Amor e Trovão talvez seja o filme mais kid friendly do MCU, graças à enorme quantidade de piadas e, especialmente, ao seu clímax cheio de crianças.

BEM-VINDO À SELVA!

Crítica Thor Amor e Trovão, Thor Amor e Trovão, Thor, Jane Foster, MCU, Marvel Cinematic Universe, Delfos
Até o pôster é farofa!

Outra coisa digna de nota é a trilha sonora. Meu amigo, tem muito Guns N’ Roses aqui. Amor e Trovão está para Guns como Highlander está para Queen! E eu não consigo pensar em outro filme não relacionado às bandas em que suas músicas são tão importantes para a montagem e até para o roteiro.

Particularmente, embora eu ame uma farofa, não curto tanto Guns quanto as bandas mais melódicas da farofa, como Poison ou Van Halen. Mas as faixas estão muito bem escolhidas. A cena de batalha ao som daquele marcante solo de guitarra de November Rain é demais!

FINAL EMOCIONANTE

Outra coisa que quero abordar aqui é o final, mas não prie cânico que falarei sem spoilers. O filme termina com uma combinação entre narração, música e imagens que é simplesmente demais. Eu já gostava da canção que encerra a história, mas o contexto que ela recebe nessa cena, somada ao meu momento de vida atual, fizeram com que eu realmente ficasse emocionado. A cereja no bolo é quando a narração contextualiza o título Amor e Trovão. E, mano, se eu já curtia esse título só por ser extremamente farofa, depois dessa contextualização fiquei simplesmente apaixonado. A ponto de que voltei para o escritório ouvindo a faixa em questão no repeat.

O final de Thor: Amor e Trovão me marcou tanto quanto aquele “iniciando ciclo da vida” do filme do Guia do Mochileiro das Galáxias, sabe? Você pode criticar e não gostar do filme em questão – especialmente se compará-lo aos livros – mas há de concordar que aqueles últimos segundos são demais. E o mesmo vale para Thor: Amor e Trovão.

CRÍTICA THOR AMOR E TROVÃO E CARISMA

O carisma, o humor, o rock and roll. Tudo isso contribui para fazer com que Thor: Amor e Trovão seja um filme divertidíssimo e empolgante, daqueles que dá gosto de ver no cinema. Quem diria que aquele Thor tão xexelento dos gibis seria capaz de protagonizar filmes tão legais? Certamente não eu. Mas este é o mundo em que vivemos. E que mundo, meu camaradinha!

CENAS DOS CRÉDITOS

Thor: Amor e Trovão tem duas cenas nos créditos. A primeira apresenta um personagem importante da Marvel que, convenhamos, demorou para ser levado ao cinema. A segunda coloca um bonitinho ponto final na história de um dos personagens.

Nossas críticas do Marvel Cinematic Universe:

Homem de Ferro – Genial, playboy, filantrópico, mas não o melhor.

Homem de Ferro 2 – Sejam bem-vindos, Viúva Negra e Máquina de Combate!

O Incrível Hulk – O Edward Norton faz falta?

Thor – Até que é bom, mas falta alguma coisa.

Capitão América: O Primeiro Vingador – Se eu perdesse uma dança com a Peggy também nunca iria me perdoar.

Os Vingadores – The Avengers – O primeiro, mas não o único.

Homem de Ferro 3 – É sensacional, todavia, as armaduras do Tony parecem de papel.

Thor: O Mundo Sombrio – Hum, meh.

Capitão América 2: O Soldado InvernalWho the hell is Bucky?

Guardiões da Galáxia – A aventura mais pipoca de todas.

Vingadores: Era de Ultron – Agora, sim, isso aqui é um time de responsa.

Homem-Formiga – Sério, o vilão é sem sal.

Capitão América: Guerra Civil – O Steve tem razão.

Doutor Estranho – Os poderes mais incríveis são do Mago Supremo.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar – É assim que se faz, tá, Sony?

Thor: Ragnarok – Quero meu martelo de volta.

Pantera Negra – Um tapa na cara da sociedade.

Vingadores: Guerra Infinita – Tanto esforço por uma gota de sangue…

O Homem-Formiga e a Vespa – Meio genérico. Também, veio depois de Guerra Infinita!

Capitã Marvel – A herói mais porreta da Terra. É, Thanos, agora pegou pro teu lado.

– Nota sobre nossa crítica de Vingadores: Ultimato – Nossa crítica do filme demorou para sair. E este é o motivo.

Vingadores: Ultimato – E esta é a crítica que demorou para sair.

Vamos falar sobre Vingadores: Ultimato COM SPOILERS: só clique aqui se já assistiu.

Homem-Aranha: Longe de casa: É o macaco noturno!

Shang-Chi e os Dez Anéis: É o mano do busão!

Homem-Aranha: Sem Volta para Casa: O lado bom do fanservice.

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura: Mais um da série “não teve espaço para dar um título para a crítica”.