Olha só que bacaninha! O excelentão Wrath Aeon of Ruin, um dos melhores boomer shooters em anos, ganhou uma versão adaptada para VR. Lado ruim? Ao contrário dos Resident Evils e outros jogos que podem ser jogados das duas formas a partir de uma única compra, este deve ser comprado novamente. Evite confusão. A versão chamada Wrath Aeon of Ruin Brutal Edition é a que funciona em VR, e apenas em VR. Se quiser o jogo em sua versão panqueca, compre Wrath Aeon of Ruin. Felizmente, esta é uma das poucas reclamações relevantes que tenho para esta adaptação para VR. Se você está a fim das churumelas, no entanto, pegue sua escopeta e vem comigo.

WRATH AEON OF RUIN BRUTAL EDITION

O jogo foi muito bem adaptado. Você pode equipar duas armas diferentes em cada mão ou a mesma, se desejar. Isso te torna uma verdadeira máquina de matar. Eu consegui muito sucesso usando a metranca de dentes na mão esquerda e a escopeta na direita. Quem morria rápido levava escopetada. Inimigos mais pintudos levavam as duas armas de uma vez, e dificilmente sobreviviam por muito tempo. Em comparação com a versão panqueca, esta escopeta é muito mais poderosa e mantém o poder em distâncias muito maiores, o que a torna realmente especial.

Uma coisa estranha aqui é que o quick save é consumível, sem a opção de desligar isso presente no jogo original. Não gostei nem um pouco disso. Pagar para salvar não é legal. Dito isso, o item que você usa para salvar é bem comum e consegui terminar com mais de 250 saves sobrando. Também vale dizer que, embora rode a 90 fps, esta Brutal Edition tem configurações gráficas mais leves que a versão de PS5, com uma draw distance menor, menos efeitos e afins. O jogo ainda tem um visual bacana, e certamente parece com o Wrath que a gente ama, mas é uma curiosidade que vale a pena comentar.

DELÍCIA DE GAMEPLAY

gameplay, que já era bom, continua tão bacana quanto sempre foi, mas agora em VR. É simplesmente uma delícia atirar nesses inimigos e admirar seus pedacinhos voando em uma chuva de sangue. Violência crocante e irreal, bem do jeito que eu gosto. Uma novidade que colocaram nesta versão é a possibilidade de o jogo te mostrar o caminho.

Isso é uma mão na roda. Você deve se lembrar que as fases são enormes e labirínticas. Poder checar o caminho correto deixa a exploração mais gostosa. Porém, não pense que ela funciona como em Dead Space, mostrando o caminho de onde você está até o objetivo. Basicamente, ela desenha o caminho principal do início ao fim, independente da sua localização. Ou seja, se sair para explorar um bocadinho, se afastando do sinal, pode dar algum trabalho para encontrar novamente. Talvez tenham feito assim para evitar que os jogadores usem isso de muleta, mas simplesmente não parece bem implementado. Se vai fazer, faz direito. Outro problema relacionado a isso é que no último episódio (ou seja, nas últimas cinco fases) esse guia não funciona. Eu fiquei em dúvida se foi intencional ou um problema técnico.

PROBLEMA TÉCNICO

Pois é. Wrath Aeon of Ruin Brutal Edition é um tanto cru tecnicamente. É comum você se enfiar entre duas paredes próximas e não conseguir sair. Ou cair na lava e não dar pra sair. Ou até um inimigo travar onde está e se recusar a morrer quando você precisa matar todos para prosseguir. Em todos esses casos, é necessário restaurar o save, o que deixa mais surpreendente terem escolhido limitar esta função.

Foquei bastante aqui nas diferenças desta edição em VR, mas o jogo continua altamente recomendável, agora em realidade virtual. Para mais detalhes de Wrath Aeon of Ruin, leia minha resenha. Se você não comprou na época, agora pode escolher se quer jogar em 3D ou em panqueca. Qualquer versão é diversão garantida.