Com o final do ano se aproximando, chega também a tradicional leva de filmes natalinos aos cinemas. Pai em Dose Dupla 2 é mais um exemplar desta orgulhosa tradição cinematográfica.

Eu não assisti ao primeiro, mas nem foi preciso. Com alguns minutos deste segundo já dá para saber exatamente como foi seu antecessor. O Marky Mark era casado com a Linda Cardellini. Eles se separaram e ela casou com o Will Ferrell.

Logo, os dois homens bateram cabeça até achar um jeito de compartilharem a educação das crianças e criar uma convivência civilizada entre eles. Por sua vez o Mark Wahlberg ficou com a Alessandra Ambrosio, que também já tinha uma filha de uma relação prévia.

E aí, como me saí? Enfim, pense em um episódio esticado da sitcom Modern Family. É basicamente isso. E esta continuação não foge desse padrão. Desta vez, pelo bem das crianças, as famílias decidem passar o Natal todas juntas. A coisa se complica quando o pai do Will Ferrell (John Lithgow) e o pai do Mark Wahlberg (Mel Gibson) também decidem aparecer para passar as festas com eles.

Óbvio, grande parte do humor deste longa vem justamente dos dois vovôs. Seja o avô exageradamente carinhoso e falante do John Lithgow, seja o avô linha dura e sacana do Mel Gibson.

Delfos, Pai em Dose Dupla 2, Cartaz

Muitas das piadas e do comportamento deles, embora não sejam novidade, funcionam, outras tantas não. E esta é a tônica geral do filme. Na realidade ele foi até mais simpático e engraçadinho do que eu esperava, ainda que de fato não seja mesmo nada de especial.

Tem a comédia física do Will Ferrell, tem a eterna cara entre o confuso e o perplexo do Mark Wahlberg, sempre há alguma coisa que arranca uma risada entre tantos outros momentos batidos. Tem até uma piada com o Liam Neeson que, embora não tenha absolutamente nada a ver com a trama do filme, acaba sendo seu melhor momento.

No mais, é aquela típica comédia para ser vista em família, que deve funcionar melhor se a sua for uma família moderna, com padrastos ou madrastas, enteados e outros agregados, como retratado na história.

Em suma, um Sessão da Tarde de época de fim de ano. Não é algo que valha a pena ser visto na tela do cinema, mas se estiver passando na televisão, com a parentada toda reunida, até compensa uma assistida.