Na Zona Cinzenta é o novo filme de Guy Ritchie que, você sabe, é o diretor de Aladdin. Desta vez ele sai um pouco da sua zona de conforto envolvendo gênios azuis, lâmpadas mágicas e amores impossíveis para falar de algo completamente diferente: crime, ação, e pessoas muito cools.

CRÍTICA NA ZONA CINZENTA

O título se refere a um grupo de profissionais que atua, veja só, Na Zona Cinzenta. É um grupo de pessoas que envolve advogados, guerreiros e pessoas ao mesmo tempo muito inteligentes e muito bonitas que visam recuperar o dinheiro que empresas trilhardárias perderam para pessoas bilionárias. Basicamente, aqui conhecemos um Gênio do Crime que pegou um bilhão de dólares emprestado e se recusa a pagar de volta. É aí que nossos heróis entram.

Eles vão atuar ao mesmo tempo em áreas legais e ilegais para convencer amigavelmente nosso amigo criminoso a pagar sua dívida. Na parte ilegal, isso vai envolver implantar escutas e equipamentos de vigilância para descobrir os bens que nosso amigo esconde dos governos. Daí os advogados vão entrar com pedidos de bloqueio. A ideia é começar a dar tanto prejuízo para o malvadão que acaba sendo simplesmente mais barato pagar do que continuar vazando dinheiro.

MAMÃE, OLHA COMO EU SOU LEGAL!

Uma coisa que deixou o filme muito divertido para mim é como tudo é absurdamente cool. Tipo nossa amiga advogada protagonista (Eiza González) está lá, conversando com o bandidão. E ao mesmo tempo lá atrás estão os dois seguranças bonitões dela (Jake GyllenhaalHenry Cavill) parados, de óculos escuros e na pose mais legal que conseguiram inventar. O filme todo é assim. Todos os personagens são muito cools o tempo todo, e isso vai muito além das poses. Os diálogos também são escritos para transbordarem esse sentimento, naquela ideia de que os caras vivem fazendo piada, mas ninguém ri, porque rir não é cool, sabe?

O filme tem dois grandes apelos. Um é ver essas pessoas trabalhando, usando as leis e as brechas para seu próprio benefício. Enquanto os guerreiros, claro, preparam tudo para quando o bicho finalmente pegar. O outro é quando, claro, o bicho pega. Daí rola uma cena de ação e perseguição e, se essa turma sabe parecer legal quando está simplesmente parada, é óbvio que eles levam isso à enésima potência quando estão dirigindo motos e atirando em desafetos.

Então sim, pode parecer que eu estou criticando, mas na verdade eu gostei muito de tudo isso. Na Zona Cinzenta é o tipo de filme muito divertido e muito cool. Intenso e rápido, que não perde tempo com pormenores nem com enrolações. É um filme cerebral quando deseja ser, de helicópteros explodindo no resto e cool o tempo todo.

REVER GERAL
Nota:
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Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. É o autor dos livros infantis "Pimpa e o Homem do Sono" e "O Shorts Que Queria Ser Chapéu", ambos disponíveis nas livrarias. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).
critica-na-zona-cinzenta-reviewTítulo original: In The Grey<br> País: Reino Unido, EUA<br> Ano: 2026<br> Distribuidora; Diamond Films<br> Duração: 1h38m<br> Direção: Guy Ritchie<br> Roteiro: Guy Ritchie<br> Elenco: Jake Gyllenhaal, Henry Cavill, Eiza González.