Joy: O Nome do Sucesso

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O diretor David O. Russell gosta mesmo de trabalhar com o trio Jennifer Lawrence, Bradley Cooper e Robert De Niro. Afinal, este Joy: O Nome do Sucesso é a terceira colaboração entre eles, depois de O Lado Bom da Vida e Trapaça. Este também é o piorzinho deles.

A trama é centrada na Joy do título, uma mulher de imaginação e criatividade tremendas, mas que em algum momento as deixou de lado e acabou caindo numa vidinha sem graça, com sua casa atulhada de parentes sem noção (até seu ex-marido ainda mora com ela). Um dia ela resolve dar uma virada nas coisas e melhorar de vida.

Para isso, ela inventa um novo tipo de esfregão, muito mais eficiente e prático que os existentes no mercado e a partir daí o filme conta sua epopeia para produzir e comercializar sua invenção. É também quando a coisa finalmente engrena, pois todo o longo primeiro ato que serve de apresentação dos personagens é bem chato.

O começo lembra muito uma versão piorada dos filmes do Wes Anderson, com personagens excêntricos e uma história que você não sabe direito para que lado vai. Só que David O. Russell, um dos diretores mais superestimados da atualidade, não tem o mesmo talento de Anderson para trafegar nessa seara, causando apenas tédio.

Quando enfim a história engrena (assim que o personagem do Bradley Cooper aparece pela primeira vez) e o longa assume uma condução mais tradicional, a coisa toda melhora bem e finalmente entendemos aonde diabos o roteiro quer chegar. Contudo, isso demora tanto para acontecer que mesmo com essa melhora de qualidade, ainda assim é muito pouco e tarde demais.

Me pareceu que o diretor ficou tão confiante por repetir a parceria de sucesso com a trinca de atores de seus elogiados dois filmes anteriores que pensou que bastava isso para ter um novo sucesso em mãos e não deu a devida atenção ao roteiro. O resultado é um filme bem chinfrim, com um elenco de peso e nada mais.

Joy: O Nome do Sucesso é uma decepção para quem gostou dos filmes anteriores do diretor e mostra que talvez seja hora de mudar de ares e trabalhar com novos atores. Fãs muito hardcore de David O. Russell talvez ainda assim queiram arriscar uma sessão, mas é melhor ir não esperando muita coisa. A todos os outros, melhor escolher algum outro filme.