Sabe, embora eu tenha jogado Hotline Miami, não sei exatamente porque não escrevi sobre ele. Até porque já escrevi sobre algumas de suas cópias. O jogo de hoje, Kusan City of Wolves, é uma dessas cópias. E, felizmente, é uma boa cópia. Um problema que eu tenho com estes jogos é sua falta de acessibilidade e consequente exigência de repetição. Mas se você gosta disso, provavelmente Kusan City of Wolves é um dos melhores representantes do gênero.
REVIEW KUSAN CITY OF WOLVES
Kusan City of Wolves é bem o que você espera de um Hotline Miami-like. Você tem um socão extremamente poderoso – um dos grandes momentos da campanha é quando você para um carro em movimento com um soco. Isso faz com que todos os inimigos – ou pelo menos a imensa maioria, morra com um único ataque. Aliás, você até tem armas de fogo, mas a maioria delas tem munição bastante limitada. Não só isso, mas um inimigo padrão precisa de dois tiros para falecer. Graças a isso, seu super-soco e mesmo a faca são ataques mais recomendáveis na maior parte das situações. O tiro acaba servindo para imobilizar um caboclo e garantir que ele não te ataque enquanto você se aproxima.
O jogo tem apenas quatro capítulos, cada um dividido em algo entre quatro e sete cenas. O jogo salva apenas no final de uma cena, mas todas elas incluem várias telas. As telas são checkpoints, mas não salvam. Isso deixa o jogo um pouco irritante. Embora cada tela possa ser vencida em menos de um minuto, muitas vezes você a repete por 30 minutos ou mais até conseguir vencê-la. Então uma fase com quatro telas pode demorar algumas horas, e precisar parar na última por puro cansaço é frustrante, já que você precisaria jogar todas as anteriores de novo, sem nenhuma garantia que não vai precisar novamente de mais de uma hora.
Isso fica ainda pior nos chefes. Em uma decisão que posso definir apenas como “babaquice”, os chefes ficam na tela final de uma cena com várias telas. Então é aquilo: se você chegar a um chefe e não conseguir vencê-lo até precisar parar de jogar, prepare-se para perder um tempo considerável para alcançá-lo novamente.
AUDIOVISUAL
Este é talvez o ponto mais genial de Kusan City of Wolves. Este é um jogo colorido e com uma arte simplesmente sensacional. É aquele tipo de ultraviolência tão exagerada que não impressiona corações mais fracos, mas ao mesmo tempo deixam cada soco, bala e facada com um impacto delicioso. Isso é complementado pelo som.
Os efeitos sonoros são o maior motivo para este game ser tão gostoso quanto é. Cada soco ou tiro parece extremamente poderoso e, apesar de você ser um caboclo que morre rápido e facilmente, contribuem muito para se sentir um tremendão da bunda ruim. A chave final é a trilha sonora. Nem todas as canções presentes aqui são vencedoras, embora todas contribuam para o clima geral. Mas as que são boas, como as da tela título, são realmente boas, com um tempero oriental delicioso.
Kusan City of Wolves é um jogo delicioso, mas com um tempero especial do chef José Marques que simplesmente não lhe cai bem. Se você não se incomoda com repetição e dificuldade extrema, o que provavelmente é o caso se este gênero lhe apetece, este é um dos melhores.






































