Denshattack! é um daqueles jogos para crianças hiperativas. Você sabe. Fãs de Sonic. Como eu. Como você. Na lore do jogo, Denshattack é também um esporte. Um esporte tão absurdo quanto divertido. Ele envolve você ter um trem e sair pulando entre os trilhos, fazendo acrobacias e movimentos dignos de um jogo do Tony Hawk. Você sabe, eu joguei pouco Tony Hawk, então vou me isentar de comparações com o Tonho Gavião. Já com os jogos 3D do Sônico eu vi muitas semelhanças.
REVIEW DENSHATTACK!
Denshattack! é quase um auto runner. Seu trem vai correr sozinho para frente, mas você precisa fazer todo o resto. Então não pense que este é um jogo relaxante. Pelo contrário, é excitante. É necessário frear nas curvas, pular, fazer acrobacias no ar. E isso é só para começar. Eu já sentia que o jogo estava complicado e difícil de lembrar de tudo no começo da minha aventura, mas as mecânicas não paravam de aparecer. E continuam aparecendo até o último capítulo, depois de mais de 15 horas de jogo. Correr pelas paredes, sair dos trilhos, etc. Os controles são bons, fazem sentido, e o trem é bastante responsivo. Mas ao mesmo tempo, são muitos comandos.
Eu sei, racionalmente, que a alavanca esquerda serve para mudar de pista e a direita para fazer acrobacias, por exemplo. Mas no jogo, lutando pela vida dentro de um trem que não para de acelerar, era comum eu usar as duas quando pulava. Ou então apertar o L2 e o R2 ao mesmo tempo, o que me fazia descer no meio do pulo. Muitas vezes na direção de um abismo.
Assim, Denshattack! é um daqueles jogos que provavelmente apareceriam com frequência na nossa sub-sub-seção de “nerds desocupados” (e high five se você lembra dela). Ou seja, é bem difícil de fazer uma fase ficar bonita, mas com certeza vai ter gente que vai conseguir. E, quando isso acontecer, será lindo de ver.
DENSHAVISUAL
Isso porque Denshattack! é muito bonito e estiloso. O visual é colorido, todas as mensagens e textos são extremamente estilosos. A coisa é tão bela e empolgante que quase não incomoda o fato de toda a história ser via imagens estáticas. Quase. E o jogo é igualmente gostoso de jogar. E já é gostoso mesmo se você for um patetão como eu, que só ganhou uma única medalha de ouro depois de dezenas de tentativas. Imagino a maravilha edificante que deve ser para aqueles que conseguem jogar conforme o planejado, fazendo muitos pontos e sem descarrilhar nenhuma vez. Basicamente, é a diferença entre jogar Rock Band no fácil ou no expert. E quem já jogou sabe, é muito mais gostoso se você conseguir jogar no expert.
A variação também é grande. A maior parte das fases, e as que eu mais gostei, são estilo Sonic: chegue ao final. Daí tem alguns chefes absurdos, todos muito bacanas. Tem também umas corridas, que parecem um pouco aleatórias. Basicamente, você não pode perder tempo descarrilhando. O resultado é que ou você perde ou você ganha em primeiro. Nunca aconteceu comigo de chegar em segundo ou terceiro. Por fim, o mais chatinho é um score attack em que você precisa conseguir uma certa quantidade de pontos para progredir. Eu sinceramente achei que alguns desses me obrigariam a parar de jogar, mas no fim, consegui passar de todos.
A RETA FINAL
Ao contrário da maior parte dos jogos, Denshattack tem na sua reta final seus melhores momentos. Você sabe, a maioria dos jogos termina com desafios absurdos, na intenção de te fazer desistir. Este não. O último capítulo é, sim, um tanto desafiador. Mas é também um absurdo de diversão. Quando jogava a penúltima fase, pensava “esta fase é muito boa, não é possível que a última seja ainda melhor”. E, meu amigo, foi. O último chefe é simplesmente sensacional, absurdo e lindo. Denshattack é longo demais, mas é absurdamente recompensador ficar com ele até o final.




































