Acho que nunca joguei tantas versões diferentes de um jogo sem escrever sobre ele. No caso, Super Lucky’s Tale saiu como um exclusivo de Xbox One em 2017. Esta versão eu não joguei. Depois, ele foi relançado como New Super Lucky’s Tale, colocando uma câmera controlável, fases retrabalhadas e incluindo o DLC lançado anteriormente. Esta versão saiu para Switch em 2019, e eu a joguei. Eventualmente, em 2020, ela acabou saindo também para PS4 e Xbox One, e eu joguei a versão de Xbox One. Daí finalmente o jogo original em VR, Lucky’s Tale, saiu para PS VR em 2022. Este eu joguei e escrevi sobre. Agora, em 2026, sete anos depois do primeiro New Super Lucky’s Tale e nove anos depois de Super Lucky’s Tale, ele chega apenas ao PS5, sem versão para Xbox Series. E esta é a hora de eu escrever sobre ele.
REVIEW NEW SUPER LUCKY’S TALE
O motivo pelo qual eu joguei tantas vezes New Super Lucky’s Tale é que eu realmente gosto do jogo. Temos aqui um plataforma 3D em fases, cujo level design e gameplay é muito gostoso. É a típica delicinha, sabe? Os personagens são simpáticos, as animações são lindas e cheias de personalidade. E todo o visual é bem simples, com poucos detalhes, mas um excelente uso de cores, tornando o jogo todo um deleite visual.
Esta versão de PS5 é exatamente o mesmo jogo de antes, com o adendo de resolução em 4K e 120 hz. Então os gráficos são simples, sim, mas a performance e todo o visual estão melhores do que jamais estiveram, tornando a aventura um enorme prazer.
PULA-PULA EM 120
Talvez você veja o jogo sendo classificado como um coletaton. Mas para mim ele está mais para um jogo em fases. Cada fase que você cumpre te dá uma página, e toda fase tem algumas páginas escondidas. Ainda assim, vejo essas coisas mais como colecionáveis do que como as luas de Super Mario Odyssey. Sim, você precisa de uma quantidade X delas para liberar as lutas contra os chefes, mas esta limitação dificilmente vai travar o progresso de alguém.
Pelo contrário, as fases são bem daquele jeitinho linear, um curso de desafios com algumas áreas escondidas, do jeito que a gente gosta. Para vencer os inimigos, você pode pular na cabeça deles ou bater com a cauda. Este último os deixa tontos, permitindo um posterior chutão em seus traseiros. Ambas as formas de ataque são bastante satisfatórias, mas você sabe, este não é um jogo de combate, mas de pular. A exceção, claro, são os…
CHEFES
Os chefes também são do jeito que eu mais gosto. Criaturas grandes e fofinhas, que você precisa esperar sua vez de atacar, e que caem com poucos ataques. São momentos mais épicos da campanha, mas não paredes de tijolos com a ideia de você bater a cabeça nelas até quebrar. Narrativamente, uma coisa legal é que os chefes aparecem algumas vezes nas fases normais dos seus mundos. Isso é bacana porque impede aquele jeito tradicional de você lutar contra eles sem nunca tê-los visto antes. O estranho é caso você faça as coisas fora de ordem. Por exemplo, no primeiro mundo, eu abri a porta do chefe muito rápido e fui logo lutar com ele. Depois quando voltei para fazer as outras fases, ele continuou aparecendo e colocando hype na nossa luta que já tinha rolado. Foi no mínimo peculiar.
Eu amo New Super Lucky’s Tale e considero este um dos melhores plataformas 3D que não é Astro Bot nem feito pela Nintendo. Mas também acho uma pena que a Playful Studios fique relançando este jogo em todas as plataformas possíveis e simplesmente não lance nada de realmente novo há quase 10 anos. Chega ao ponto de eles parecerem a Naughty Dog. É um estúdio claramente talentoso, e eu gostaria de jogar coisas novas deles, mas eles estão mais ocupados relançando os mesmos jogos ao invés de criar coisas novas. É uma pena. Mas ei, este jogo pelo menos é muito bom.







































