Absolum me causou um FOMO absurdo quando saiu para Playstations, Switch e Windows em outubro de 2025. Eu amava as imagens. Amava os vídeos. Simplesmente parecia um jogo sensacional. Mas era um roguelite. Eu queria jogar. Mas era um roguelite. Acabou que resolvi nem tentar cobrir. Mas depois do lançamento, se tornou um dos jogos preferidos de fãs de beat’em ups e continuou, para mim, parecendo tão apetitoso quanto nos vídeos divulgados antes de sair. Eu queria muito jogar. Mas era um roguelite.

Foi com este pensamento que, quando saiu para Xbox Series em março de 2026, pensei que seria minha última chance de cobrir. Ele continuava sendo um roguelite, mas continuava também sendo um beat’em up que parecia muito atraente e caprichado. Resolvi arriscar. E cá estou com a versão de Xbox em mãos, pronto para te contar minha opinião. Então pegue um banquinho, coloque seu computador no colo e vamos nessa.

REVIEW ABSOLUM

Você já sabe disso, mas permita-me seguir a fórmula de resenha. Absolum é um beat’em up com progressão de roguelite. Em outras palavras, você só tem uma vida para chegar ao final. Morreu, bau-bau. E sim, isso é chato e frustrante. Porém, do lado positivo, beat’em up é um gênero que brilha quando jogado muitas vezes. Quem acabou Streets of Rage na primeira campanha, que atire o primeiro taco de beisebol.

A progressão de roguelite acaba servindo para colocar um pouco mais de tempero nessa sopa. Por exemplo, em vários momentos da campanha, você precisa escolher caminhos. Em geral, seguir um caminho vai liberando missões, histórias e localização de itens e personagens em outro caminho. Isso faz com que você sempre tenha algo novo para explorar, e avançar a campanha, mesmo quando está repetindo as mesmas fases. A principal recompensa são os novos personagens. Inicialmente, você pode jogar com dois heróis, mas explorar com eles vai eventualmente liberar outros dois selecionáveis bastante diferentes. E, claro, como é da tradição roguelite, qualquer campanha, mesmo quando acaba em game over, te dá uma enorme quantidade de moedas que podem ser trocadas por upgrades permanentes. Tudo isso é meio padrão no gênero. O que não é padrão é o que realmente diferencia Absolum de seus congêneres.

BABACA É QUEM FAZ BABAQUICE

Para mim, a principal diferença de Absolum para outros games do gênero é seu modo assist. Nele, você pode configurar como desejar o dano recebido e distribuído. E sim, dá inclusive para se tornar invencível. Isso faz TODA a diferença, meu caro e auspicioso amigo. Você sabe que eu não gosto de chefes. E isso permite me tornar invencível durante estas batalhas, praticamente pulando a parte que não me diverte. Mas principalmente, é uma diferença de atitude.

Em qualquer beat’em uproguelite ou não, perder todas as vidas e ter que recomeçar é um sinal de que eu nunca mais vou jogá-lo. Porém, se eu chegar ao final e me divertir, provavelmente vou jogar várias vezes, aumentando a dificuldade aos poucos. E é com esta mentalidade que terminei Absolum e estou contando os minutos para terminar este texto e ligar meu Xbox. Eu diminuí o dano recebido. Não desliguei, só diminuí. Daí terminei a história, mas é claro, ela continuou. Tem muita coisa nova, sidemissions, troféus e histórias realmente importantes que eu quero ver. Sem falar novos personagens para experimentar. Como Absolum não me frustrou, me obrigando a jogar tudo de novo por ter perdido, eu estou doido para jogar tudo de novo porque eu quero. Vê a diferença?

O MAIS ABSOLUTO ABSOLUM

Prevejo que este texto seja divisivo. Vai ter alguns camaradinhas concordando comigo, dizendo que seu tempo é valioso. E vai ter a turma do git gud dizendo que eu trapaceei contra mim mesmo jogando com o modo ajuda. Sinceramente, eu não me importo se você é um desses. O que me importa é que consegui me divertir com Absolum e terminá-lo da forma que gosto de jogar. E, por acomodar pessoas como eu, em um gênero tradicionalmente hostil para adultos, consigo recomendá-lo sem medo. Bora dar uns soquinhos e andar para a direita?

REVER GERAL
Nota:
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Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. É o autor dos livros infantis "Pimpa e o Homem do Sono" e "O Shorts Que Queria Ser Chapéu", ambos disponíveis nas livrarias. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).
review-absolum-analiseDisponível: PS5, PS4, Switch, Windows, Xbox Series<br> Analisada: Xbox Series X<br> Desenvolvedora: DotEmu, Guard Crush, Supamonks<br> Editora: DotEmu<br> Lançamento: 9 de outubro de 2025, 25 de março de 2026 (Xbox)<br> Gênero: Beat'em up, Roguelite<br>