A Série Divergente – Convergente

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Permita-me uma confissão: eu tenho um problema com séries cinematográficas que contam uma única história através de vários filmes. Acontece que minha maledeta memória não é tão boa. Não faz nem um ano que eu assisti às duas primeiras partes da Série Divergente, mas mesmo assim admito que não me lembrava como o segundo filme terminou. Lembrava-me do mundo e do básico da história, mas não de detalhes mais específicos.

Se você é como eu, no entanto, nada tema: não é difícil pescar o fio da meada em Convergente. Após a revolução do filme anterior, a cidade de Chicago está em um clima de inquietude. A nova líder acabou sendo deveras parecida com a anterior e o fim das facções não deixou todo o povo satisfeito. Fica claro que o bicho logo vai pegar.

No meio das picuinhas, temos nossos protagonistas, Tris (Shailene Woodley) e Four (Theo James), além de alguns amigos menos importantes, que resolvem fugir e ver o que há além do muro que os separa do restante do mundo.

Chegando lá, após alguns perrengues, eles são recebidos por uma turminha que tem um monte de respostas e que está muito disposta a ajudar. E vou parar a sinopse por aqui antes que você mate no que isso vai dar.

Se Insurgente focou mais na ação e deixou o desenvolvimento do mundo e suas leves críticas sociais em segundo plano, aqui essas características da primeira parte são retomadas. Afinal, já conhecemos bem o que rolava dentro do muro, mas tudo do lado de fora é novidade, incluindo a tecnologia bacanuda que é capaz de gerar orgasmos geeks nos mais empolgados.

Temos aqui um bocado de exposição, quase toda ela vinda da boca do Jeff Daniels (ainda não entendi porque não pegaram o Morgan Freeman para o papel), deixando claro que tudo o que pensávamos conhecer sobre este universo talvez não seja a mais pura verdade. É tipo uma Alegoria da Caverna teen, e não digo isso de forma pejorativa.

Os comentários sociais – estes vêm das bocas dos protagonistas mesmo – também permeiam boa parte da segunda metade da projeção, embora nunca seja realmente o foco da história. Eles estão lá, contudo, para dar um sabor a mais para aqueles que gostam desse tipo de coisa – grupo que acredito incluir a maior parte dos nerds.

Com um novo mundo a ser explorado, o visual também ganha um belo upgrade. O outro lado do muro, com visual desértico e cores saturadas é bem interessante, e fica ainda mais belo quando a chuva vermelha começa a cair.

Convergente me entreteve. Não chegou a me empolgar em nenhum momento, mas eu curti assistir. Assim como os anteriores, tem um gostinho de “minha primeira ficção científica”, sendo divertido e leve, como um bom programa de sábado à tarde deve ser.

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