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A Morte de George W. Bush

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Essa não foi uma boa semana para as cabines. Dois dias atrás do momento em que escrevo este texto, tivemos as sessões de imprensa de Cloverfield e de Sicko. Como eu ainda não aprendi a estar em dois lugares ao mesmo tempo, enviei via Fedex o Cyrino para assistir ao Sicko. A confusão de Cloverfield você já sabe, mas acredita que nosso amigo alternativo foi até o cinema à toa, pois a Europa Filmes teve problemas com a cópia? Pois é, pois é, pois é.

As confusões cabinescas não acabaram por aí. Aparentemente, o projetor do Shopping Frei Caneca, onde este filme seria exibido para a imprensa estava bichado, e só perceberam isso quando a sessão começou. Felizmente, isso atrasou a exibição apenas em 30 minutos, evitando o trauma causado pelos longas do Michael Moore e do J.J. Abrams.

Para o delfonauta que nunca ouviu falar de A Morte de George W. Bush, esse é um dos filmes aos quais eu mais gostaria de ter assistido na Mostra de Cinema de 2007, mas por motivos de força maior, não pude comparecer a nenhuma das sessões. Trata-se de um mocumentário (documentário de mentira) mostrando o que aconteceria se o anticristo George W. Bush fosse assassinado. E realmente, para um desavisado, parece um documentário bem real e sério, inclusive com cenas do presidente estadunidense e de outras personalidades eminentes.

Contudo, se você sabe do que se trata, a sensação de que o Vigia vai aparecer a qualquer momento para falar a lição de moral da história é forte. E, de certa forma, isso realmente acontece, embora não seja através da simpática figura careca e colossal do personagem da Marvel.

Na verdade, o formato de documentário é usado como um protesto contra a política externa e interna do presidente em questão e aponta várias mudanças pós-11 de setembro. Por exemplo, hoje em dia, os negros estadunidenses não são mais acusados com tanta freqüência de crimes que não cometeram. Esse luxo é reservado aos muçulmanos ou mesmo a cidadãos vermelho-azul e branco com ascendência no Oriente Médio.

A idéia é legal e realmente não dá para evitar a curiosidade. Contudo, não dá para negar que algumas entrevistas são um tanto chatas e tem vários trechos dominados pelo marasmo durante seus curtos 90 minutos de projeção. É um bom filme, mas funcionaria melhor com alguns cortes.

A resenha acabou no parágrafo acima, uso este finalzinho apenas para expressar uma idéia. Claro, a gente sabe que Jorginho A. Moita (se o W. significa Walker e traduzimos o nome dele, não podemos deixar de traduzir o nome do meio para Andarilho, certo?) é o anticristo e, pior ainda, é burro que dói (pelo menos na minha opinião, ser burro é pior do que ser mau), mas não dá para negar que o sujeito tem carisma. E, em um mundo onde os governadores são andróides que vieram do futuro para matar o líder da resistência humana, carisma é uma arma muito mais mortal do que qualquer bomba atômica.

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Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. É o autor dos livros infantis "Pimpa e o Homem do Sono" e "O Shorts Que Queria Ser Chapéu", ambos disponíveis nas livrarias. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).
a-morte-de-george-w-bushPaís: Inglaterra<br> Ano: 2006<br> Gênero: Mocumentário<br> Duração: 92 ciclos de sessenta segundos<br> Roteiro: Simon Finch e Gabriel Range.<br> Diretor: Gabriel Range<br> Distribuidor: Downtown<br>