O delfonauta já deve saber durante quanto tempo eu quis jogar a série Legacy of Kain. Finalmente, quando tive a possibilidade, com os remasters que saíram alguns anos atrás, fiquei muito decepcionado e sequer consegui ir até o fim dos jogos incluídos. Mas a série nunca saiu do meu radar. Daí quando foi anunciado que sairia um novo jogo, este Legacy of Kain Ascendance, eu pulei na possibilidade de resenhar. Agora o jogo é novo, será que dessa vez ele me agradaria?
REVIEW LEGACY OF KAIN ASCENDANCE
Legacy of Kain Ascendance é um jogo de plataforma 2D que, por incrível que pareça, não é um metroidvania. É um jogo com fases lineares, mais puxado para o estilo antigo do Castlevania do que para o moderno. E Castlevania é um ótimo exemplo para o que de fato temos aqui.
Você controla uma enorme gama de personagens, de acordo com a história. Todos são relativamente diferentes. Os vampiros, por exemplo, perdem vida o tempo todo, então precisam estar sempre comendo sangue de seres humanos para recuperar. Até chamou minha atenção na primeira vez que vi um humano preso, pedindo ajuda, e o game me mandou apertar triângulo. Apertei achando que ia soltá-lo, mas ao invés disso o matei a mordidas. Os humanos não têm isso de perder vida automaticamente ou precisar se alimentar, mas também não têm superpoderes, como asas, neblina ou superforça. Mesmo entre os vampiros, há diferença. Kain, por exemplo, é muito mais forte do que Raziel, e é capaz de se teleportar para altares específicos no cenário. Já outros vampiros não se teleportam, mas voam.
O visual, especialmente as fases, não são muito bonitos. Os personagens em pixel art são um tanto mais interessantes, mas ainda assim, Ascendance está longe de ser um jogo belo. Porém, a violência e o combate, bem como a crocância deste, ajuda bastante na diversão. O level design é linear, mas tem um monte de caminhos alternativos, com itens e upgrades, o que mantém a exploração em alta, mesmo sem haver risco real de você se perder.
O LEGADO DE CAIM VAI SUBIR
Há muita história aqui. Toda ela é contada mostrando a tela de jogo ou desenhos estáticos, mas é também totalmente falada. Você sabe que eu não sou um expert na lore de Legacy of Kain. Mas acredito que a história aqui é uma prequência. Estrelada especialmente por Kain, Raziel e sua irmã, ela conta a história de como Raziel morreu e foi ressuscitado como vampiro, bem como o que aconteceu imediatamente depois disso. Curiosamente, o jogo tem apenas 12 capítulos/fases, e parte deles são apenas longuíssimas cutscenes. Outros até envolvem andar ou algum tipo de interatividade, mas são basicamente cutscenes glorificadas, ninguém chamaria elas especificamente de fases. Isso faz com que, com apenas 12 capítulos, o jogo já pareça curto, mas na realidade seja ainda mais curto do que parece.
Os atores não são especialmente bons e, para ser sincero, todo o jogo passa uma sensação de toque de caixa. Todo? Não. A música é definitivamente épica, com orquestra e coral que deixam impressionante ela fazer parte de um jogo tão old-school. Legacy of Kain Ascendance ocupa uma posição específica nos videogames. É um jogo que não empolga e em nenhum momento parece realmente algo especial. Porém, ele me divertiu o suficiente em sua curta duração para que eu tivesse vontade de jogá-lo até o fim. E, como você sabe, eu prefiro terminar um jogo com vontade de “quero mais” do que com sensação de “não aguento mais”.







































