Replaced é um jogo que ganhou muita atenção, inclusive minha, pelo visual. Estando com o jogo final em mãos, eu consigo dizer, sem delongas ou enrolações, que é um visual realmente impressionante. Replaced é muito bonito e boa parte de sua qualidade deriva disso. Como cachorros olhando frangos virando na vitrine de uma loja, somos todos babões por um visual bacana, e isso acaba carregando este game nas costas. Mas digo mais, acredito que mesmo que tivesse uma estética mais comum, eu ainda teria gostado de Replaced.
REVIEW REPLACED
Replaced é um game de plataforma cinematográfico, gênero que anda em moda e que eu adoro. Um diferencial da maioria, que são sidescrollers 2D mais comuns, é que este é 2.5D. Isso já é suficiente para destacá-lo, mas ele vai ainda mais longe. Sua estética combina gráficos modernos, poligonais, com personagens pixelados, mas animados como se fosse um jogo moderno. A sensação é que temos aqui um jogo de 16-bit modificado para incluir efeitos e sistemas de iluminação modernos. Pense em Prodeus, por exemplo. E isso, meu amigo, é demais. É como um game de Mega Drive turbinado ao 11, mas ainda mantendo a estética de outrora.
O 2.5D entra nos constantes movimentos de câmera, que mostram a ação de muitos ângulos. O gameplay em si é, na maior parte do tempo, sidescroller comum. Mas as cutscenes e trechos menos interativos movimentam bastante a forma que você enxerga o jogo. E mais, é incrível a sensação que ele dá de profundidade, colocando personagens e objetos na frente e atrás da linha jogável o tempo todo. Isso tudo junto contribui para uma experiência visual que, para mim, pelo menos, parece inédita. Inédita, empolgante e impressionante.
MAS E O JOGO, CORRALES?
A verdade é que o visual serve como um cartão de visita para o game. E faz com que impressione logo de cara. Mas felizmente, o jogo que está por trás de tudo isso é igualmente bacana. Ele combina plataforma, quebra-cabeças relativamente simples e combate em uma amálgama muito gostosa. Os pontos de plataforma envolvem se pendurar em coisas, escalar, etc. Os quebra-cabeças normalmente exigem empurrar caixas e, depois de algum tempo de jogo, ativar fumacinhas que servem para um pulo duplo. Já o combate, este merece um parágrafo novo.
Você carrega um bastão que dubla de arma de fogo. Com o bastão, você bate nos meliantes, e bater recarrega sua arma. Quando ela está carregada, você pode dar um – e apenas um – tiro superpoderoso. Eventualmente, você adquire novas habilidades, como poder refletir tiros inimigos ou um modo berserker que deixa dar vários tiros seguidos sem precisar recarregar. É um combate legal, mas totalmente autocontido. Ou seja, os inimigos vêm em arenas pré-definidas, e você só pode avançar depois de vencê-los. Não tem babaquinhas ocupando os espaços de exploração, então o combate é bacana, mas pontual.
Talvez o ponto negativo mais forte de Replaced nem seja tão negativo assim: sua duração. Bem, isso e o tradicional problema técnico de ele fazer uma pequena pausa sempre que você passa por um checkpoint. Na duração, quero dizer que este é um jogo muito mais longo do que a gente espera de um plataforma cinematográfico. Isso faz com que o visual, que empolga tanto no começo, acabe acostumando e deixando o resto da campanha bom, mas menos especial. Tenho plena consciência de que isso não deve ser um problema para muita gente, então cá está a informação apenas para os que precisam dela. A boa notícia é que Replaced é um jogo bacana, que combina um visual impressionante com um gameplay bastante elaborado e bacana. Bora jogar?







































