Quando as Luzes Se Apagam

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Está escrito no pôster de Quando as Luzes se Apagam: “Do produtor James Wan, diretor de Invocação do Mal “. Essa tática de atrelar o nome de alguém mais famoso e de mais prestígio a uma produção na qual ele não tem tanto envolvimento, para atrair o pessoal mais incauto, não é novidade. E na maioria dos casos, quando isso acontece, é porque o filme em questão não é lá aquelas maravilhas.

Pois veja só que incrível coincidência, este é o caso aqui também. Trata-se da história dos irmãos Rebecca e Martin. Rebecca saiu de casa há algum tempo para não aturar os problemas psicológicos da mãe, Sophie (Maria Bello). Contudo, depois que o marido de Sophie morre, ela volta a bater pino e sobra para Martin, que busca a ajuda da irmã.

Acontece que Sophie possui um “encosto”, e essa entidade gosta de atacar no escuro e odeia qualquer tipo de luz. Enquanto desvendam a verdadeira história por trás dessa assombração, os irmãos tentam ajudar a mãe a se livrar da influência maligna.

Não há nada de mais por aqui. É uma história que já devo ter visto facilmente em uns outros dez filmes diferentes, no mínimo. A condução é típica dos longas de terror mainstream hollywoodianos, escorados em sustos bobos, não relacionados com a trama, e no aumento da trilha sonora.

Ao menos este aqui não exagera nos efeitos especiais em CGI. E, embora a criatura também não seja exatamente um primor de originalidade, ao menos é retratada de maneira muito mais contida e sutil para uma produção do tipo. Conta como um ponto a favor.

Ainda assim, o longa é bem previsível, e não é difícil saber como a coisa vai acabar. Ao menos, tendo enxutos 81 minutos, não há espaço para enrolação e a coisa toda se resolve bem rápido, não dando chance para o tédio bater na sala de cinema. Já é outra coisa positiva, mas ainda muito pouco.

Quando as Luzes Se Apagam não é ruim por ser algo malfeito, pois não é, a produção como um todo é bem competente. É ruim pela extrema falta de originalidade, por se parecer demais com um monte de outros filmes, que já não eram bons.

Fica aquela sensação de “por que fizeram mais um longa assim?”. Totalmente desnecessário e nada acrescenta. Se você gosta de terror, e acredito que gosta, não é aqui que você vai encontrar uma boa dose de sustos e calafrios. Melhor se arriscar com alguma outra opção.

REVER GERAL
Nota
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Formado em cinema (FAAP) e jornalismo (PUC-SP), também é escritor com um romance publicado (Espaços Desabitados, 2010) e muitos outros na gaveta esperando pela luz do dia. Além disso, trabalha com audiovisual. Adora filmes, HQs, livros e rock da vertente mais alternativa. Está no DELFOS desde 2005.