Star Wars: The Force Unleashed – Episódio I

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Fazia bastante tempo que não tínhamos um bom jogo da franquia Star Wars. E, dentre todos os já lançados, talvez este The Force Unleashed tenha sido o mais esperado e hypado ever. E isso tem um motivo um tanto lógico: pela primeira vez os jogadores poderiam experimentar jogar com um sith. Não com um maninho que escolheu ir para o lado negro durante o jogo, mas como um sith true. E não é qualquer sith, mas um aprendiz secreto que o tremendão-mór Darth Vader manteve entre os Episódios III e IV.

Pela primeira vez na história do DELFOS, tive oportunidade de analisar três versões bem diferentes, a de PS3, de Wii e de DS. Só ficou mesmo faltando as PSP, de PS2 (que imagino ser bem parecida com a de Wii, ao menos graficamente) e a de Xbox 360 (supostamente igual a de PS3). Mas antes de falarmos do que elas têm de único, falemos do que elas têm de igual.

COMO É

Star Wars: The Force Unleashed é um beat’em up com tudo o que envolve o gênero nos últimos anos. Um monte de porrada, upgrades e, é claro, alguns puzzles para resolver. Felizmente, ao contrário de jogos como God of War, não existem caixas para empurrar e todos os puzzles são bem light. Nada tão drástico que chegue ao ponto de estragar o jogo, como acontece naquele estrelado pelo cafajeste tremendão, o Kratos.

HISTÓRIA

Cara, esse ponto é um absurdo. Se você curte Star Wars, é seguro dizer que esta em breve se tornará uma das suas histórias preferidas já mostradas nos videogames.

Você é Starkiller, um aprendiz de Darth Vader enviado a vários lugares da galáxia para assassinar alguns dos jedis que sobreviveram à fatídica ordem 66. O plano do lorde negro dos sith é fazer de seu aprendiz um caboclo tremendão o suficiente para então, juntos, tomarem o trono do Imperador Palpatine.

Porém, logo as coisas mudam. E sobre isso eu nada poderei dizer, pois parte da graça dessa história vem justamente no momento em que você se toca o que realmente está acontecendo e qual é o papel de Stakiller na história dos seis filmes. E, cá entre nós, o papel dele é IMPORTANTÍSSIMO. Sem ele, por exemplo, nada do que acontece na trilogia sagrada rolaria. Mas exatamente do que se trata é algo que você tem que descobrir por si só, caro padawan. O lado ruim é que a história não deixa margens para continuações, o que é uma pena para um jogo tão legal.

CENÁRIOS, CHEFES E AFINS

Aqui as coisas mudam um pouco. Todas as versões do jogo são deveras curtas e acabam antes do que deveriam. O que deixa isso ainda pior é que você passa duas vezes por 30% das fases. São 10 estágios, sendo que por três deles você passa duas vezes. Isso não seria um problema se existissem mais missões, mas são poucas demais para ficar rolando repetição.

Ok, as fases em si são diferentes. Na primeira vez que passa por uma delas, você encara o planeta como ele naturalmente é e, na segunda, após ter sido dominado pelo império, tipo uma versão from hell do que viu antes. Ainda assim, é frustrante ter que passar duas vezes por um planeta feio e sem graça como Raxus Prime (um lixão galáctico) enquanto existem tantos planetas lindíssimos na mitologia da saga. E como diabos um jogo de Star Wars pode não passar por Tatooine? Fala sério, pô!

Um planeta que me decepcionou muito foi Felucia. Pelo pouco que aparece no Episódio III, ele parece lindo e colorido. Porém, durante as duas vezes (¬¬) que você passa por lá durante o jogo, fica praticamente todo o tempo em cavernas azuis e sem graça. Cacilda, Lucasarts, por quê?

Depois que as fases começaram a repetir, eu comecei a ficar ansioso pela última. Afinal, queria cenários novos. E essa talvez tenha sido minha maior decepção, pois a última é totalmente focada em puzzles chatíssimos (tipo ficar usando a força para alinhar uns anéis ou esperando um tempão até um raio ser desligado). Isso vale apenas para a versão de PS3, pois a última fase de Wii é completamente focada no combate e é bem legal. Até mesmo os chefões finais são melhores no Wii.

Por exemplo, no PS3, na luta contra o Darth Vader, o cenário é um corredor. Caramba, tanto lugar legal na Estrela da Morte e escolhem um corredor genérico? Depois você vai para uma sala, daí o combate fica extremamente chato, pois tem esqueminhas a serem seguidos ou você não ganha nunca, não é ação propriamente dita. A luta contra o imperador também deixa a dever no PS3, pois ele é daqueles chefes que ficam voando sempre longe de você e atirando. No Wii ele é mais macho e usa um sabre de luz, como todo bom sith.

Aliás, falando em chefes, fazia tempo que não via chefes tão legais. Nada daquelas batalhas de 10/15 minutos que estamos acostumados a ver nos Devil May Crys da vida. Aqui elas duram o tempo ideal e não são frustrantes.

Elas seguem aquele esquema God of War, de “bata no maninho até ele implorar por misericórdia e daí aperte os botões que aparecerem na tela”. Só que, na versão de PS3, eles deram uma tremenda melhorada nisso. Lembra como, no God of War, se você errasse um desses comandos, o chefe recuperava metade da energia (ou quase) e você continuava todo machucado, praticamente uma sentença de morte certa e altas frustrações? Então, aqui uma vez que isso foi iniciado, você já venceu a luta. Esse minigame é só um fatality estiloso. Se você acertar tudo, ganha mais experiência e, se errar, volta apenas alguns comandos, nada de ter que matar o caboclo de novo.

No Wii, esse esquema já é mais semelhante ao tradicional, ou seja, se você errar, o chefe recupera alguma energia e a luta continua. Mas como você é praticamente imortal nessa versão, não chega a ser frustrante como no jogo do Kratos. Além disso, a forma como foi implantada no pequerrucho é bem legal, pois ao invés de ficar apertando botões, basta mexer o wii-mote ou o nunchuk de acordo com o que o jogo pedir.

No PS3, temos alguns cameos de chefes bem legais que não dão a cara no Wii, como o Darth Maul. Porém, no Wii temos vários chefes extras, a maioria deles outros Sith.

Até agora demos uma olhada geral no título. Junte-se a mim amanhã e analisaremos individualmente cada uma das versões. Até lá! Se você chegou atrasado, clique aqui para continuar lendo.

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