Rocky Balboa

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É incrível como a trilha sonora de um filme faz diferença. Algumas vezes o que vemos na tela nem é assim tão bom, mas uma música apropriada pode dar arrepios. Principalmente se você for um cinéfilo musicófilo (eu adoro inventar palavras, mas você provavelmente já sabia disso) como eu. Ou você consegue imaginar como seriam diferentes alguns filmes se não fossem suas trilhas tremendonas? O que seria de Star Wars, De Volta Para o Futuro, Superman e, é claro, Rocky, sem seus temas musicais maravilhosos?

Isso foi exatamente o que me passou pela cabeça quando, depois de mais de uma hora de filme, Rocky começou seu treinamento e a música tema tocou em toda sua glória pela primeira vez. Na tela, o básico, o tradicional videoclipe que todo protagonista precisa para ir de um iniciante para um profissional. Mas essas cenas, ao lado daquela música fenomenal, são de tirar lágrimas e conseguem passar exatamente todo o desafio da superação presente em todos os filmes do garanhão italiano. Curiosamente, a também clássica Eye of the Tiger não toca em nenhum momento. Vai entender.

A história? Bem, se você já assistiu o trailer, já deve saber de tudo, já que o dito cujo revela o filme inteiro. Rocky está aposentado e vivendo do passado. Adrian está morta e ele passa o tempo contando histórias dos seus dias de glória para as pessoas que visitam seu restaurante. Paralelamente, Mason Dixon, o campeão atual dos pesos pesados, é acusado de ter acabado com o show do boxe, pois nocauteia todos os seus adversários absurdamente rápido. Para piorar, o cara não tem carisma nenhum (o que, aliás, Rocky tem de sobra).

Tudo vai bem até que um dia um programa de TV simula uma luta que coloca Rocky em seu auge contra Mason e Balboa vence. Isso mexe com os nervos de ambos. Mason acha um absurdo e o garanhão italiano fica a fim de voltar a distribuir uns sopapos por aí. Os empresários de Dixon vêm a oportunidade e convencem o campeão a encarar o velhote em uma batalha.
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Não é difícil traçar paralelos entre Rocky e o Stallone da vida real. Os dois são pessoas que vivem das glórias passadas e ambos têm um restaurante, pô! Isso dá a entender que Rocky Balboa é um longa bem pessoal para Sylvester. Só que o cara não tem a mesma facilidade de passar sentimentos para celulóide quanto o Kevin Smith, por exemplo, e três quartos do filme são um drama bem genérico sobre como os personagens estão infelizes atualmente.

Contudo, do treinamento em diante (e, insisto, principalmente por causa da música), o longa finalmente engrena. Mesmo a luta final é bem legal, embora tenha achado bem chato o fato de ela, a partir do terceiro round, se tornar um videoclipe também. Acho que, se a idéia é mostrar três ou quatro rounds apenas, deveriam falar que a luta durará isso, não dizer que serão 10 rounds e mostrar quatro, pô. Isso deu uma boa esfriada, mas não chega a estragar. Principalmente porque achei o final bem legal mesmo e diferente do que eu esperava.

Contudo, Rocky Balboa poderia ser mais da hora. Poderia ter mais lutas no meio do filme para quebrar a monotonia (a única é a do final) e, principalmente, acho que Mason não deveria ser mostrado como um babaca. Ele poderia ser simplesmente um rival, não um imbecil que fica provocando e coisas do tipo, manja? Só isso já melhoraria bastante.

De qualquer forma, se você é um fã de filmes de esporte ou do personagem ou até mesmo do Stallone, Rocky Balboa sem dúvida vale a pena. Finaliza bem a história e talvez seja uma das últimas chances que você terá de ouvir uma das músicas mais clássicas do cinema onde elas realmente devem ser ouvidas: no cinema.

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