Número 23

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Segundo Douglas Adams, 42 é o número mais engraçado de todos. Mas 42 não seria exatamente o dobro de 23 menos 4? Hum…

Pois é mais ou menos disso que se trata o novo longa do tremendão Joel Schumacher. Ok, eu coloquei o tremendão aí mais para provocar os batmaníacos, mas é inegável que o cara já fez ótimos filmes. Por Um Fio, por exemplo, acho muito legal. Infelizmente, apesar do trailer e da proposta interessante, Número 23 está mais para Batman e Robin do que para o filme que junta Colin Farrel e a (então) futura namoradinha do Batimão.

Sério, basicamente tudo que tem de legal aqui é mostrado no trailer. Trata-se de uma história sobre um cara (Jim Carrey) que começa a ler um livro e se identifica muito com o personagem principal. Na história do livro, várias referências são feitas ao número 23 e logo nosso querido protagonista também está obcecado pelo número, vendo que ele está em todos os lugares, de seu nome até seu número de previdência.

Agora convenhamos, por que um cara que se identifica com um personagem de uma história ficaria tão obcecado? Pô, eu me identifico com o Peter Parker e nem por isso saio por aí soltando teias nas pessoas. Sem dúvida faltou um desenvolvimento aí.

Sem falar do principal problema de quase todos os filmes de suspense: o final estraga tudo. Ê, maniazinha de colocar todas as fichas no final. Será que não percebem que uma conclusão mal planejada ferra mesmo longas que, até então, estavam tremendões? Que dizer, então, de um mediano como esse?

A parte “teoria conspiratória” sobre o número 23 realmente é muito interessante, mas a história contada aqui não retém o mesmo interesse. No fim, é recomendável apenas por ser o primeiro suspense de verdade no ano. E, claro, por ser um filme de Joel Schumacher, diretor favorito de todo DCnauta que se preze. E vejam só, essa resenha foi sair logo no dia 23. Coincidência, não?

A propósito, fiz várias contas tentando encontrar o número 23 na minha vida, no meu nome, no meu aniversário e não encontrei nenhum. Por outro lado, encontrei vários setes e quatros. Acho que vou começar a ficar obcecado por eles. E você? Vai escolher qual número para embasar a sua loucura?

REVER GERAL
Nota
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Editor-chefe e editor de games. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).