Winston Churchill, caso você tenha fugido das aulas de História, foi o primeiro-ministro britânico que liderou o Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial, além de ser conhecido por seus discursos tremendões, que já foram parar até em música do Iron Maiden. Churchill, o filme, é a cinebiografia do sujeito, focada num período bem específico.

O longa começa quatro dias antes do Dia D, a invasão dos aliados à Normandia, para tentar libertar de vez a França da ocupação alemã e assim dar um passo gigantesco para vencer a guerra.

Acontece que Churchill tinha grandes ressalvas com a chamada Operação Overlord, temendo uma grande perda de vidas dos soldados aliados. Ele já havia passado por um massacre de soldados na Primeira Guerra e temia que o mesmo voltasse a se repetir.

O longa foca então em seus esforços para tentar alterar os planos da ofensiva militar. E quando os principais líderes das forças armadas aliadas resistem a essas mudanças em cima da hora, passa então a lidar com seus sentimentos de impotência e dúvida se ele estaria realmente fazendo a coisa certa.

Temos aqui um típico filme com a maior pinta de Oscarizável. Uma história típica dessa categoria, com a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, aquela trilha sonora edificante, que fica tocando o tempo todo, requinte na fotografia e na reconstituição de época.

Delfos, Chirchill, Cartaz

Além do roteiro centrado no lado humano e falho de uma grande figura histórica. Característica essa ressaltada pela performance estilo “maior que a vida” e, francamente, bastante exagerada de Brian Cox como o protagonista, beirando o caricato.

Em muitos momentos ele lembra mais uma criança mimada do que o líder de um país em guerra. Em outros, é a teimosia encarnada. Seja como for, não há grandes surpresas, e os confrontos são apenas verbais, já que a trama se passa longe das frentes de batalha.

Com isso, o longa resulta bem arrastado e frio em diversos momentos. Este é daquele que se você for ver com sono, periga roncar na poltrona antes da metade. Obviamente, ninguém quer uma coisa dessas.

Embora no geral eu até costume gostar de cinebiografias centradas em figuras históricas, Churchill não desceu legal e parece algo metodicamente projetado para ganhar alguns prêmios e nada mais. Dessa forma, fica difícil de recomendar.