Breaking Bad

0

É público e notório que já há alguns anos toda a criatividade e ousadia que o cinema estadunidense possuía migrou para a televisão. É nela que hoje em dia se encontram roteiros inteligentes e que fogem de fórmulas desgastadas. É lá que uma história pode ser contada com mais liberdade e mais capacidade de desenvolvimento.

Se há uma série representativa de todas essas características que acabei de citar no parágrafo de cima, sem dúvida é Breaking Bad. Louvada pela crítica especializada como uma das melhores séries de televisão já feitas, angariou também o amor dos telespectadores durante cinco temporadas que beiraram a perfeição.

Encerrada recentemente, já garantiu seu lugar na história das séries inesquecíveis e virou referência para quem quiser desenvolver um programa cativante e de imensa qualidade dramática, parada duríssima de ser superada para qualquer um que siga no seu rastro.

Nesta resenha, como já é de praxe em nossas caprichadas matérias de televisão, comentarei cada aspecto da produção e analisarei o que a torna uma série tão marcante. Sigamos a lógica e comecemos pelo início, com a premissa básica do programa.

YO, MR. WHITE! – DO QUE SE TRATA A SÉRIE

Breaking Bad é a história de Walter White, um sujeito pacato e completamente tedioso. Professor de química no ensino médio de Albuquerque, Novo México, este pai de família suburbano ainda tem um segundo emprego num lava-rápido só para conseguir pagar as contas.

Fora os perrengues financeiros, pouco após completar 50 anos, recebe outro evil monkey da vida: descobre que está com câncer e o prognóstico não é nada bom. Desesperado com a mais que concreta possibilidade de deixar sua família na pior, acaba tendo uma ideia pouco ortodoxa para fazer um bom pé de meia e garantir o futuro financeiro de sua mulher e filhos.

Acontece que apesar dos fracassos que o levaram a ser apenas um professor de colégio, Walter é um químico brilhante, e decide usar todo seu conhecimento científico para fabricar metanfetamina. E logo passa a produzir a droga mais pura que o mercado do tráfico já viu.

Mas como ele é um cara tão certinho e careta que até então nunca havia praticado nenhum tipo de contravenção em toda sua vida, precisa de alguém que lhe explique os meandros da bandidagem e tenha contatos no meio. É aí que ele arranja um improvável parceiro na figura de Jesse Pinkman.

Jesse foi um de seus alunos no colégio e é um viciado e traficantezinho pé-de-chinelo, mas serve como porta de entrada para Walter num mundo do qual ele nada sabe, além de atuar como seu ajudante na fabricação da droga.

Logo, Walter e Jesse se envolvem com figuras perigosas do crime, sua droga se populariza por sua alta qualidade, e o próprio cunhado de Walter, Hank, um agente do DEA (o órgão estadunidense de combate às drogas) passará a caçar essa nova figura importante do tráfico, sem fazer a menor ideia de que se trata de seu próprio parente.

E isso é apenas o começo. À medida que a série avança, muita coisa acontece e muitas reviravoltas surpreendentes prendem o espectador em frente à tela. Mas falarei mais sobre isso adiante. Agora é hora de apresentar as figuras centrais da série.

OS PERSONAGENS

– Walter White (Bryan Cranston): O professor de química de colegial que desperdiçou grandes chances de ser algo mais em sua profissão, e acaba levando uma vida bem abaixo do que poderia ter. Passa a fabricar metanfetamina como uma forma de ganhar dinheiro rápido para sua família, mas à medida que sua reputação e seus lucros crescem, começa a tomar gosto genuíno pela coisa.

– Jesse Pinkman (Aaron Paul): Ex-aluno de Walter, Jesse é um cara que nunca se encontrou na vida. Usuário de metanfetamina e traficante peixe pequeno, é ele quem serve como porta de entrada para Walter no mundo criminoso. Posteriormente, passa a agir como a voz da consciência da dupla.

– Skyler White (Anna Gunn): Esposa de Walter, está grávida de um filho temporão, o que só complica ainda mais a situação financeira da família, tanto que até volta a trabalhar para ajudar nas despesas. Dá todo apoio a Walt quando ele descobre seu câncer, mas não faz a menor ideia das atividades ilícitas que o maridão passa a praticar. Numa nota totalmente não relacionada, tanto a atriz quanto sua personagem são donas daquilo que o pessoal do How I Met Your Mother denomina como crazy eyes.

– Walter White Jr. (RJ Mitte): O filho de Walter e Skyler sofre de paralisia cerebral, mas fora andar de muletas e falar um pouco arrastada, é um típico adolescente comum, que também nem desconfia do que o pai passa a fazer.

– Hank Schrader (Dean Norris): Cunhado de Walter e Skyler, Hank é um agente importante da divisão do DEA em Albuquerque. Atencioso com a família, em especial com o sobrinho, sempre considerou Walter um pamonha. Por ironia do destino, é ele que, inadvertidamente, inspira-o a se tornar fabricante de metanfetamina.

– Marie Schrader (Betsy Brandt): Esposa de Hank e irmã de Skyler, tem um probleminha de cleptomania, o que causa alguns constrangimentos para o marido agente da lei.

– Saul Goodman (Bob Odenkirk): Advogado de porta de cadeia, é cheio de contatos escusos muito úteis para qualquer tipo de situação. Quando os negócios começam a crescer, e a ficarem mais perigosos, Walter e Jesse contratam seus serviços como forma de proteção. É um dos alívios cômicos da série, fazendo sua estreia na segunda temporada.

Há outros personagens importantes, como Gus Fring e Mike Ehrmantraut, mas que, mesmo aparecendo em vários episódios, estão mais para participações especiais. O elenco principal é esse aí mesmo. Com trama e principais personagens devidamente apresentados, é chegada a hora de fazer aquela análise esperta das muitas qualidades do programa, começando com a corajosa evolução de Walter White.

Mas antes, um aviso. É impossível fazer uma análise da série sem dar qualquer tipo de informação sobre ela. Por isso, possíveis spoilers podem habitar os tópicos seguintes. Aventure-se por sua conta e risco.

HEISENBERG – A CURVA DRAMÁTICA DE WALTER WHITE

Se tivesse de apontar um só motivo do triunfo de Breaking Bad como dramaturgia, não hesitaria em escolher a curva dramática da série como ponto principal de seu sucesso.

Em qualquer bom tipo de narrativa (seja literatura, cinema, televisão, games, etc) uma curva dramática é a soma de elementos que desenvolve um personagem, levando-o de um ponto para outro. Geralmente é algum fator que faz com que ele aprenda alguma coisa (como as lições de amizade que o Corrales tanto gosta, por exemplo) e assim se torne uma pessoa melhor (ou ao menos mais sábia). Desde que o mundo é mundo, essa é uma das principais e mais utilizadas ferramentas narrativas.

Breaking Bad se notabiliza por ter uma curva dramática ao contrário no caso de Walter White. É um dos raros casos onde o protagonista se torna pior do que no começo de sua jornada. Na verdade, pior é pouco. Ele gradualmente se transforma num verdadeiro monstro sem qualquer escrúpulo.

Quando a série começa, ele é uma pessoa comum, como você e eu, com o senso de moralidade que qualquer cidadão comum apresenta. Nós entendemos e não condenamos seus atos porque suas intenções são puras e ele é movido pelo desespero e pela falta de opções. Qualquer um pode se relacionar com isso.

No entanto, na medida em que os episódios vão passando, a série toma um caminho bastante corajoso ao defender a tese de que o poder é capaz de corromper totalmente qualquer tipo de gente, até mesmo aqueles acima de qualquer suspeita. À medida que Walter vai ficando mais famoso (e ganhando mais dinheiro), perde completamente qualquer ideal que possuía.

Seu objetivo inicial (deixar a família bem de vida) fica para trás e a série faz questão de deixar bem claro que o que passa a mover o personagem se transforma de amor a vaidade e egocentrismo. Walter descobre seu insuspeito verdadeiro talento, e isso lhe dá tanto poder, massageia tanto um ego que tomou tanta pancada da vida, que a ideia de perdê-lo, ou mesmo parar por conta própria, se torna impensável. Sua própria família, razão inicial de ter se metido nesse mundo, acaba por ficar em segundo plano.

Ao chegar no topo, passa a querer mais. Para fazê-lo, perde qualquer freio moral que possuía. O pacato professor de ensino médio vira uma figura assustadora, irreconhecível, capaz de cometer atos cada vez mais imorais e amorais.

Nós, o público, continuamos a torcer por ele, pois nos relacionamos com o drama do Walter do começo da série, o personagem ainda humano. Mas sabemos que aquela figura morreu em algum ponto do caminho e o Walter que acompanhamos é uma pessoa totalmente diferente. Sabemos, mas não importa. Queremos ver até onde ele é capaz de chegar, saber se há algum limite que ele não esteja disposto a ultrapassar. A série se transforma assim num estudo antropológico sádico sobre a completa derrocada ética e moral de seu protagonista.

BITCH! – A CURVA DE JESSE PINKMAN

Por outro lado, como um contraponto a essa curva, a série surpreende de novo justamente ao fazer o personagem menos provável ser a figura que mais evolui positivamente, mesmo estando no mesmo ambiente degenerado de Walter.

Jesse é a outra grande força da série. Começa como um viciado que nunca encontrou seu caminho na vida, um cara à deriva. E à medida que Walter vai cada vez mais para o lado negro, Jesse passa a não só agir como a voz da razão, como melhorar como pessoa.

Um bom exemplo disso é a sequência de episódios onde ele vira uma espécie de protegido de Mike, ajudando-o em suas tarefas. Começa como apenas uma forma de Gustavo Fring controlar o problemático e imprevisível Jesse, deixando-o sob o olhar atento de um de seus funcionários mais confiáveis. Mas à medida que ele vai auxiliando Mike, descobre-se muito capaz e bastante talentoso, recuperando uma autoestima danificada e deixando-o pela primeira vez como uma pessoa totalmente independente.

Mesmo lado a lado com Walter, Jesse se recusa a deixar a consciência de lado. Pelo contrário, ainda que também cometa atos violentos, é motivado pelo coração. E sofre as consequências de cada um deles, o que o leva a se tornar uma pessoa muito melhor e a finalmente encontrar um sentido para sua vida. Eu sei que escrevendo assim parece piegas e melodramático, mas dentro do contexto da série isso funciona tão bem que é uma verdadeira aula para qualquer interessado em saber como se constrói personagens tridimensionais e desenvolvê-los naturalmente, sem precisar mastigar tudo para o espectador. Tá bom ou quer mais quanto a pontos positivos? Mais? Então vamos lá.

SAY MY NAME – MAIS RAZÕES PARA ASSISTIR À SÉRIE

Os roteiros são primorosos. A direção, com seus ângulos de câmera inusitados, cria toda uma identidade visual única. E o fato das temporadas serem curtas (média de 13 episódios) ajuda a manter um tom coeso e não enche linguiça. Todos esses fatores ajudam muito, mas por si só não segurariam a série se não fossem as atuações.

Todo o elenco é afiadíssimo. Desde os membros fixos até os atores que aparecem só algumas vezes, todos dão o seu melhor. Mas o grande destaque fica mesmo por conta das interpretações de Bryan Cranston e Aaron Paul.

Cranston, um veterano da televisão, parecia eternamente estereotipado como ator de comédias. Você deve se lembrar dele como o dentista Tim Whatley de Seinfeld, aquele que se converteu ao judaísmo só por causa das piadas.

Ou ainda como o pai de Malcolm, praticamente uma versão em live action do Homer Simpson.

O cara estava condenado a passar o resto da vida nesse tipo de papel, até que Vince Gilligan (o criador da série) bancou sua escolha como protagonista. Cranston, sabendo perfeitamente que esta seria sua última chance de dar uma guinada em sua carreira, agarrou o papel com unhas e dentes e entregou a interpretação de sua vida.

Seu Walter White é um dos personagens mais complexos já criados, capaz de gerar sentimentos de amor e ódio em uma velocidade espantosa, e com uma carga dramática pesada. O ator o domina com uma segurança absurda. Não à toa, ganhou um monte de prêmios por sua interpretação.

Já Aaron Paul, no começo da série, parecia que ia ter menos sorte. Jesse Pinkman começa como um estereótipo do sujeito branco com trejeitos de mano, tipo aquela música do Offspring.

O que parecia ser só um alívio cômico para os dramas de White, rapidamente se mostrou um personagem igualmente complexo e extremamente carismático. E, diferente de Walter, totalmente incorruptível. É sua retidão moral que faz com que torçamos por ele. E tudo isso mandando continuamente os yos e bitches do personagem. Não deve ser fácil se equilibrar numa linha dessas. Jesse rouba a cena em vários momentos.

Para se ter uma ideia, o personagem originalmente morreria no final da primeira temporada. Mas a performance de Aaron Paul impressionou tanto Vince Gilligan, que ele decidiu mantê-lo. Sábia decisão e um bom exemplo do que um ator no auge de seu ofício é capaz de conquistar.

BETTER CALL SAUL – MAS ENTÃO A SÉRIE NÃO TEM NADA DE RUIM?

Eu só tenho um único porém com a série, e essa é uma opinião muito particular minha. Vários amigos com quem conversei não compartilham dessa visão. É, eu sou chato mesmo, e daí? Acho que ela dá uma pequena pisada na bola no seu começo (se não me engano, creio ser na segunda temporada) quanto ao desenvolvimento das ações dos personagens.

O exemplo que geralmente uso para explicar isso é o seguinte: após Walter explodir o escritório do primeiro distribuidor que eles encontram (detalhe, com ele próprio lá dentro, o que é de uma tremendice sem tamanho), ele e Jesse são sequestrados por aquele mexicano noiado e levados para a casa dele no meio do deserto (onde eles encontram o Tio Salamanca pela primeira vez). Walter fica tremendo de medo de ser morto. Eu não consigo engolir que o cara que explodiu um recinto inteiro (de novo, com ele próprio lá dentro) ia ficar tão passivo assim, esperando por qualquer tipo de intervenção externa, sem tentar ele próprio fazer qualquer coisa para resolver a situação.

Esse é o meu exemplo preferido. Há outras pequenas coisinhas desse tipo nesse momento do seriado que me parecem como passos atrás no desenvolvimento das ações e personalidade do personagem. É como se os roteiristas estivessem patinando ou tentando encaixar à força o protagonista num papel que naquele momento já não lhe servia mais.

Como eu disse, essa é uma opinião bastante pessoal, e creio que não encontrarei ninguém simpático a ela por essas paragens. Mas é a única coisa que sempre me incomodou. Tirando isso, tá tudo em cima!

AS TEMPORADAS

Aqui vale um novo aviso. Se antes você poderia encontrar possíveis spoilers no texto, agora te dou certeza absoluta. Grandes e concretos estragões habitam todo este tópico. Se você ainda não assistiu à série ou a alguma de suas temporadas, recomendo pular direto para a conclusão do texto.

1ª temporada: Curtíssima, apenas sete episódios (ela foi feita naquele período de greve dos roteiristas, que encurtou as temporadas de todas as séries de TV). Apresentação de trama e personagens. Walter e Jesse começam a “cozinhar” (termo que eles usam na série) metanfentamina num esquema mambembe, num laboratório móvel montado dentro de um trailer no meio do deserto. E precisam achar quem distribua o produto para eles.

Nota: 5

2ª temporada: Essa e as duas seguintes contam com 13 episódios cada. Walt começa a se enrolar nas mentiras que conta para Skyler. Após se envolverem com gente barra pesada e quase se estreparem, White e Jesse decidem vender a droga por conta própria, montando um esquema de distribuição empregando os hilários amigos viciados de Pinkman, o que também não dá certo. Através de Saul Goodman, eles conhecem um novo distribuidor, que parece ser civilizado o bastante para fazer uma parceria.

Nota: 4,5

3ª temporada: A vida doméstica de Walt começa a desmoronar quando Skyler, após descobrir suas atividades ilícitas, decide que quer se divorciar. Jesse se livra do vício. Walt ganha de Gus Fring (o novo distribuidor), um laboratório profissional para fabricar a mercadoria. Ganha também um assistente puxa-saco que vai aprendendo cada passo da fabricação da droga azul de White. Walt tenta ajudar Jesse (que ficou por conta própria, pois Fring não gosta do histórico de viciado dele) e se indispõe com Gus, que resolve matar Walt assim que o novo assistente dominar o processo de manufatura dele. É o mais tenso final de temporada de toda a série.

Nota: 5

4ª temporada: Skyler ajuda Walter a inventar uma maneira de explicar para o resto da família como ocorreu a repentina bonança financeira dos White. Jesse passa a auxiliar Mike (o assassino de aluguel de Gus) em suas tarefas e descobre-se mais capaz e talentoso do que imaginava. Por conta desse arco, considero essa temporada quase um solo de Jesse, e a minha favorita. Mesmo com Jesse tomando jeito, no entanto, a relação entre Walter e Gus está estremecida, e White decide matá-lo antes que Fring o apresunte. Ao mesmo tempo, a investigação de Hank está bem próxima de desmascarar Gus e sua rede.

Nota: 5

5ª temporada: Com 16 episódios, é a maior da série. Walt, Jesse e Mike começam uma sociedade. Mas o gênio cada vez mais destemperado de Walt faz com que os dois últimos queiram pular fora do negócio. Walt, agora solo, expande seus negócios para além-mar. Hank descobre a verdade sobre o cunhado e ganha um aliado inesperado num vingativo Jesse.

Nota: 5

LOS POLLOS HERMANOS – PARA ENCERRAR

Breaking Bad certamente já está na história da teledramaturgia, como uma das mais instigantes e corajosas já produzidas. Uma história contada em alto nível, como um gigantesco filme dividido em 62 episódios.

Pode-se não gostar de uma ou outra decisão tomada em algum desses capítulos, mas é inegável que sua qualidade geral permaneceu no topo durante toda sua duração, algo difícil de se conseguir em um programa de televisão. Não à toa, não poderia ter outro resultado que não ser agraciada com o Selo Delfiano Supremo, a maior de todas as honrarias. Para quem assistiu, inesquecível. Para quem não viu, está esperando o quê?

CURIOSIDADES:

– Em uma entrevista para o AFI (American Film Institute), Vince Gilligan explicou que o termo “breaking bad” é uma expressão do sul dos EUA, similar à mais conhecida (para os estadunidenses) “to raise hell”. Para nós brasileiros, seria algo próximo a “chutar o pau da barraca” ou “ligar o f#$@-se”.

– A emissora AMC estava relutante em contratar Bryan Cranston como o protagonista justamente por sua fama como ator de comédias. John Cusack e Matthew Broderick foram considerados para o papel, mas recusaram. Você consegue imaginar o Ferris Bueller como Walter White?

– Vince Gilligan revelou que a AMC só permitia o uso de um “fuck” por temporada. Assim, ele aproveitou para usar a palavra sempre em momentos de grande impacto. Fuck!

– O ator RJ Mitte realmente tem paralisia cerebral. Porém, diferente de seu personagem, na vida real seu caso é muito mais leve que o de Walter Jr. e ele não usa muletas nem possui a fala arrastada.

– Sabia que Nick Fury quase fez uma participação especial em um dos episódios? Samuel L. Jackson era fã da série e Os Vingadores – The Avengers foi filmado no mesmo complexo de estúdios que Breaking Bad era rodado em Albuquerque. Assim, Jackson queria aparecer em uma cena como figurante, trajado como Nick Fury, comprando frango na lanchonete Los Pollos Hermanos. Contudo, devido a conflito de agendas, ele não conseguiu fazer a ponta.

– O criador da série, Vince Gilligan, e o ator Bryan Cranston já haviam trabalhado juntos. Gilligan era um dos roteiristas de Arquivo X e foi ele quem escalou Cranston como ator convidado no episódio Drive, dando a ele um de seus poucos papéis dramáticos até então. Gilligan gostou tanto do trabalho de Bryan nesse episódio que ficou convencido de que ele era o único que poderia interpretar Walter White.

– No Brasil, a série estreou no canal Sony, mas logo após o fim da primeira temporada migrou para o AXN.

– E a boa notícia para os órfãos da série foi o anúncio de que ela ganhará um spin-off estrelado pelo personagem Saul Goodman. Com o título de Better Call Saul, as primeiras informações dão conta de que a história vai se passar muito antes dos eventos de Breaking Bad, quando Saul ainda nem era advogado.

Galeria