Eu já estava com Teeto em mãos quando li um outro review que o comparava à delicinha-mor dos games, Astro Bot. Minhas expectativas foram imediatamente às alturas. Afinal, poucos jogos merecem a comparação com o melhor jogo da história. Esperando tanto, era inevitável que houvesse uma queda. Felizmente, para você, eu e todos os fãs de jogos de plataforma 3D, esta queda foi bem pequena. E foi apenas na primeira impressão. Eu não gostei dos gráficos quando comecei minha campanha. Mas pouco depois, já estava me deliciando com o gameplay e com seus personagens absurdamente fofinhos.

REVIEW TEETO

Teeto é um jogo de pula-pula, exatamente como a gente gosta. Ele tem fases com alguns breguetes e, obviamente, te incentiva a pegar todos eles. Avançar na história exige uma certa quantidade de breguetes, o que eu sinceramente não gosto. Ainda assim, peguei o suficiente para nunca ser bloqueado. Os breguetes importantes para avançar são uns trocinhos rosas. Fazer 100% numa fase envolve pegar todos os trecos rosas, uma certa quantidade de moedinhas e, o mais legal, todos os Michaels.

Os Michaels são a principal fonte de comparação com Astro Bot (tirando, claro, o gênero). Cada Michael tem personalidade e um nome. Todos são uma fofura e encontrá-los é um verdadeiro prazer. Quando você os encontra, eles também vão para o hub, onde você pode admirá-los e brincar com eles. Obviamente, Teeto não tem licença para usar personagens conhecidos de videogames, mas isso acaba deixando os Michaels ainda mais legais. Afinal, você encontra personagens como o Michael influencer ou o Michael que perdeu os óculos. Humor é melhor se não depender de conhecimento prévio, não acha?

AS FASES DE TEETO

As fases de Teeto se dividem em dois pilares. Tem aquelas mais tradicionais, que são cursos de desafios lineares. Nestas, os colecionáveis têm ordem, e se você também tem TOC, vai se desesperar quando perceber que deixou um pra trás. Mesmo assim, essas são ótimas. Elas têm um level design excelentão.

O outro pilar também já é conhecido. São aquelas mais abertas, com uma pequena área explorável em que você pode tentar descobrir como sair logo – ou checar cada canto para pegar todos os breguetes. Por um lado, por ser uma área aberta de onde você sai quando quiser, é mais fácil fazer 100% nessas fases. Por outro, você sabe que eu não sou muito fã de áreas abertas.

Dito isso, esta variação permite que Teeto não se torne repetitivo, e termine muito antes de você enjoar dele. Além disso, esse tipo de fase aberta me apetece muito mais do que o tradicional mundo aberto cheio de ícones.

A HISTÓRIA DE TEETO

Teeto tem alguma história. Ela não é muito importante, e nem interrompe o gameplay com frequência. Porém, com muita felicidade digo que ela é inteira falada e animada. E faz toda a diferença. Embora Teeto não esbanje orçamento, é muito legal ver que a galera da Eat Pant Games contratou bons atores e se esforçou em animar todas as falas. Quem mais fala são os chefes, e eles são tão engraçados que são capazes de colocar um riso até mesmo em um gamer velho que não curte chefes, como eu.

Além dos chefes, você encontra outros personagens pelas fases, e estes costumam te fazer pedidos. São pequenas sidemissions, normalmente concluídas na mesma área. Todas elas recompensam com um trocinho rosa, e não são muito complicadas.

MINHA ÚNICA PICUINHA

Depois de jogar Teeto por inteiro, tenho uma única picuinha. Entrar em uma nova fase e concluí-la, aumenta o volume da música de uma forma bastante incômoda. Parece que é uma opção dos desenvolvedores, já que uma vez que você aperta o X para iniciar a fase, o volume fica mais baixo. O problema é que isso te obriga a escolher: ou você não ouve a música durante as fases, ou aguenta o barulhão sempre que inicia ou termina uma. Ou então fica constantemente arrumando o volume, o que também não é legal. Gostaria que consertassem isso, o que certamente aumentaria a nota do jogo para cinco dragões completos.

Cinco dragões completos? Pois é. Eu amei Teeto. E eu fico muito feliz de viver em uma época com tantos bons plataformas 3D.

REVER GERAL
Nota:
Artigo anteriorReview Control Resonant: um fã decepcionado
Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. É o autor dos livros infantis "Pimpa e o Homem do Sono" e "O Shorts Que Queria Ser Chapéu", ambos disponíveis nas livrarias. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).
review-teeto-analiseDisponível: Windows, Swtich, PS5<br> Analisada: PS5<br> Desenvolvedora: Eat Pant Games<br> Editora: Super Rare Games<br> Gênero: Plataforma 3D<br> Lançamento: 15 de julho de 2026<br>