Eu tenho apenas uma vaga lembrança de Truxton. Minha querida tia e madrinha me deu a fita de Mega Drive. Eu pedi, claro. Ela não entendia o suficiente de games para escolher um presente para mim. Mas quando joguei não gostei. Acabou que foi um dos jogos de Mega Drive que eu tinha, mas menos joguei. Assim, me surpreendi quando fiquei sabendo que a série voltaria para seu terceiro jogo depois de quase quarenta anos inativa. E assim começamos este review Truxton Extreme.
REVIEW TRUXTON EXTREME
Truxton Extreme é uma delícia. Assim que você começar o jogo e sentir o gameplay, vai começar a se empolgar com a música e o visual absurdos de bom. Tivemos muitos jogos de navinha recentemente, mas devo dizer que há muito tempo um deles não me animava tanto quanto este. O surpreendente é que ele não faz nada muito diferente. Mas tudo que faz, faz muito bem.
Basicamente, você tem a arma padrão e pode trocá-la quando pegar outra. Daí deve subir o nível delas pegando outro item. Cada três Ps aumenta o nível do seu tiro. Uma coisa bacana e que vai contra os outros jogos do gênero é que morrer não joga seus upgrades fora. Você fica um pouco mais fraco, mas não volta ao nível um. Outra coisa legal é que não há punição para trocar de arma. Se você já upou uma completamente e resolve trocar, o nível da nova se mantém igual ao da anterior. Ótimo, né?
As outras coisas são mais comuns. Você tem bombas, itens que aumentam sua velocidade e toda fase tem um ou mais chefes. Apesar de ser um jogo de navinha tradicional, em que você deve sobreviver até o final da fase, o caminho não é apenas linha reta, mas bastante envolvente. Tudo automático, claro, mas dá para curtir muito o cenário. Infelizmente, nem tudo é perfeito.
PERAÍ QUE VOU FAZER UM PIPI AQUI
Lembra do chef José Marques? Aquele nosso personagem que cria os pratos mais gostosos e bonitos, e depois resolve fazer pipi neles antes de servir? Ele tradicionalmente trabalhava na Housemarque, mas aparentemente saiu dali e foi para a Tatsujin. Pois é, Truxton Extreme é um jogo quase perfeito. Quase.
Como é tradicional nos games de 2026, ele se autossabota aumentando a dificuldade para um nível que passa do desafiador e vai ao hostil. A tela título até tem um modo de jogo que diz ser o fácil, com vidas infinitas, mas este modo não tem nem a primeira fase inteira. Pois é, o grosso do jogo está no story mode, que intercala cada fase com longas HQs. Lado bom: ele salva quando você completa uma fase, e então pode escolher de onde continuar. Lado ruim, você tem no máximo cinco vidas para cada tentativa. Além disso, as vidas te retornam ao checkpoint. Ou seja, você precisa vencer chefes e outros combates difíceis em uma única vida. E perdeu todas, baubau, precisa tentar de novo do início.
Como eu gostei do jogo, tentei dúzias de vezes a terceira fase, onde empaquei. Porém, não consegui nem chegar até o chefe dela, o que mostra que ela está muito além das minhas habilidades. Truxton Extreme tem só seis fases, então eu só vi a primeira metade do jogo. E infelizmente, não vou ver o resto.
SPACE TRUCKIN’
Além das seis fases, o modo história tem três histórias. Sim, as fases são as mesmas, mas os gibis que aparecem entre os capítulos são diferentes. Também há um modo coop, em que vidas e bombas são divididas, e um outro que tira as cutscenes e coloca uma fase depois da outra. De qualquer forma, com uma dificuldade justa, Truxton Extreme provavelmente duraria uma hora ou menos. Mas é aquilo, seria uma hora ou menos de um jogo sensacional. Ao invés de várias horas de irritação terminando em rage quit. Como você preferia que seu jogo fosse lembrado?





































