Jay and Silent Bob Chronic Blunt Punch é um beat’em up que parece muito legal. E, no papel, é mesmo. É incrivelmente bonito. Os gráficos são tecnicamente bem simples, mas os desenhos cartunescos são extremamente belos e coloridos. Além disso, o jogo é repleto de referências e personagens do Viewaskewniverse, o universo dos filmes nerds do Kevin Smith. Todo mundo está desenhado de forma cartunesca, mas mesmo assim você reconhece os personagens imediatamente. Por exemplo, em determinada fase, aparece o Brodie, de Barrados no Shopping, e eu sabia quem era imediatamente.

Boa parte dos personagens do bem, como Brodie, Randall, Dante e, claro, o Buddy Christ, podem ser usados como assists. Ou seja, enquanto você luta, uma barra se enche e, quando cheia, você pode chamar um deles para atacar os desafetos ou te curar. Você já viu essa mecânica muitas vezes em jogos do gênero, mas nunca foi chamando o Cock-Knocker. Também tenho a sensação de que a maioria das vozes foram feitas pelos atores do filme. Tenho certeza disso com os protagonistas, dublados por Jason Mewes e Kevin Smith (sim, o Silent Bob fala). Imagino que isso se estende aos atores amigos do Kevin Smith, como os que fazem o Dante e o Randall. Não tenho tanta certeza se o Mark Hamill apareceu para dublar o Cock-Knocker, mas a sensação é realmente de um jogo bastante oficial.

É possível jogar em cooperativo, e o jogo parece ser pensado para tal. Porém, se você jogar sozinho, pode alternar entre os personagens quando desejar. Cada um terá seu assist e sua própria barra de vida, então é de seu interesse manter os dois vivos.

REVIEW JAY AND SILENT BOB CHRONIC BLUNT PUNCH

As referências aos filmes clássicos do Kevin Smith não param nos assists. Se estendem a chefes, inimigos e cenários das fases. Se você tem os filmes frescos na memória, o jogo simplesmente não para com as referências. Isso nem sempre é positivo. Na sexta fase seguida do shopping eu simplesmente não aguentava mais aquele cenário. Sim, entendo a referência, mas variação é importante em games.

E referências aos filmes não bastam, claro. Afinal, os próprios filmes brilham em suas referências. Neste ponto, é muito legal jogar com o Jay. Sim, o Silent Bob fala, mas bem menos. O Jay fala o tempo todo. E as referências dele me fizeram rir muito. Quando eu usei o especial e ele gritou “Berserker Barrage“, eu simplesmente gargalhei. O Jay é mais engraçado, mas o Silent Bob é legal no gameplay, com socos que pegam longe e mãos que crescem quando batem em alguém. estilo Battletoads.

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O lado negativo é que o Silent Bob é MUITO ruim. Tipo, eu consigo passar da maior parte das fases sem apanhar muito com o Jay, mas com o Bob eu morro um monte de vezes. O que me leva ao primeiro grande problema: ausência de checkpoints. Dá para reviver o amiguinho morto, mas isso leva tempo e é difícil de fazer com outros inimigos na tela. E se os dois morrem ao mesmo tempo, mesmo que seja no chefe, é obrigado a jogar a fase inteira de novo. E as fases duram 20 minutos ou mais.

DORGAS, MEU

E este é um problema que acontece quando o jogo está funcionando conforme planejado. Infelizmente, no período de review, Jay and Silent Bob Chronic Blunt Punch estava muito quebrado. Uma coisa extremamente irritante é que ele tem um monte de momentos que exigem você martelar o botão para quebrar uma parede. Isso já é chato e ultimamente os jogos têm dado opção de você simplesmente segurar o botão. Este não dá. Para tornar mais grave, ele eventualmente começa a te obrigar a fazer isso enquanto inimigos infinitos te atacam. Para arruinar de vez, o jogo para de reconhecer que você está martelando o botão. Você pode estar martelando furiosamente, mas o jogo interpreta que você parou de apertar, daí precisa começar do zero até ele eventualmente aceitar. Quando isso começou a acontecer, eu realmente fiquei com vontade de parar de jogar.

Isso de o jogo parar de reconhecer os botões acontece também durante o combate, especialmente com o Silent Bob. É muito difícil fazer os combos do Betão Silencioso vingarem. Normalmente ele fica simplesmente alternando os socos, sem nunca finalizar os ataques e derrubar inimigos. Esse erro até ajuda nos chefes, pois permite atacar ininterruptamente por um bom tempo. Mas dá pra ver que não é assim que o jogo deveria funcionar.

Estes problemas técnicos e os checkpoints leoninos realmente me desanimaram. Por causa disso, Jay and Silent Bob Chronic Blunt Punch foi de um jogo bonito e engraçado, que estava me divertindo muito, para um que eu larguei com raiva. Talvez consertem os problemas um dia. Talvez até mesmo próximo ao lançamento. Mas a experiência que tive é uma que não recomendo para ninguém.