Confissão? Eu não sou fã de musous. Até já resenhei alguns Dynasty Warriors ou Samurai Warriors, mas eles simplesmente não me apetecem. Curiosamente, já li por aí que a Omega Force, empresa responsável por criar a maior parte dos musous, manda melhor quando é contratada por terceiros do que em seus próprios jogos. Entra Hyrule Warriors, uma série que nosso amigo Daniel adora. Age of Imprisonment é minha primeira experiência com a série e, curiosamente, não foi desenvolvido pela Omega Force, mas pela AAA Games Studio. Será que vingou?

REVIEW HYRULE WARRIORS AGE OF IMPRISONMENT

Vingou sim. Olha, por incrível que pareça, eu adorei Age of Imprisonment. Talvez meu principal elogio vá para o fato de que ele usa o audiovisual fantástico dos mais recentes The Legend of Zelda (Tears of the KingdomBreath of the Wild), mas não tem as complicações e o mundo aberto destes jogos. Isso permite que eu saboreie toda a parte que eu amo, sem me preocupar com todas as complexidades dos jogos anteriores.

Isso porque Age of Imprisonment é um hack and slash. Sim, é um musou, o que significa que é um daqueles jogos de um contra 1000. Mas em seu âmago é um jogo de porrada, em que você anda pelos mapas cumprindo objetivos, que normalmente envolvem pouco além de vencer alguém na espadada. Ou na lança. Ou no porrete.

Isso é bom, e fez com que o jogo me conquistasse muito rápido. Além disso, as muitas cutscenes nem parecem que estão em um jogo da Nintendo, pois são totalmente animadas e faladas, com valores de produção que simplesmente não costumamos ver nos first parties da empresa. Verdade, talvez haja cutscenes demais por aqui, mas antes muita história contada da forma correta do que simplesmente com textos e imagens estáticas, não é mesmo?

CHORINHO DO REINO

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A história também é muito bem-vinda. Ela é praticamente um spin-off do que aconteceu com a Zelda durante Tears of the Kingdom. A principal parte da história, inclusive algumas cutscenes que estão aqui, já apareceram no jogo supracitado. Mas a ideia aqui é desenvolver mais. É mostrar a Zelda lutando ao lado da família real fundadora de Hyrule enquanto Ganondorf, um gerudo, se transforma no Rei Demônio que a gente aprendeu a odiar.

Em Tears of the Kingdom é revelado que a Zelda sobreviveu até a época atual se transformando em um dragão e aqui você vê tudo que envolveu essa aventura, contextualizando algo que, anteriormente, carecia de contexto. Embora, cá entre nós, eu gostaria de mais detalhes de como ela virou um dragão, já que, apesar de toda a história presente aqui, este aspecto é quase ignorado.

PORRADA COMPLEXA

A ação é muito boa também, e extremamente complexa. Aliás, eu diria que Age of Imprisonment é um tanto complexo demais. O jogo simplesmente não para nunca de te bombardear com tutoriais apresentando novas mecânicas, mesmo depois de dezenas de horas.

A parte que eu mais gostei de Age of Imprisonment foi o início, em que eu tinha personagens específicos para desenvolver. O problema é que a quantidade de heróis aumenta muito ao longo da campanha, e você precisa upar cada um deles individualmente. Há os principais e os secundários e, obviamente, os principais são muito mais importantes para upar. Mesmo assim, a coisa é totalmente overwhelming.

Além de upgradessidemissions em que você deve coletar breguetes, há sidemissions propriamente ditas, para conquistar e manter territórios. E, finalmente, há três missões de cada vez para cada personagem. Cumpriu as três, mais três aparecem. Tudo isso era perfeitamente acompanhável e administrável quando você tinha seis personagens. Quando você tem doze ou mais, fica sinceramente difícil de acompanhar, e o jogo me perdeu um bocadinho nesse exagero.

RPG

Claro, como sempre aqui no DELFOS, esta é minha opinião. A opinião de alguém que gosta de jogos cinematográficos e lineares. Acredito que toda essa complexidade seja muito bem-vinda para fãs de RPGs mais profundos ou de jogos cuja duração pareça não terminar nunca. Afinal, terminar a história de Age of Imprisonment leva relativamente pouco tempo em comparação com fazer 100%, e isso é exatamente o que fãs de musou esperam da série.

De novo, eu não sou um fã de musou, mas gostei muito do que joguei em Hyrule Warriors Age of Imprisonment. Até fiquei com vontade de jogar os dois games anteriores da série. Que você acha? Devo? Será que terei tempo para fazer isso? Enquanto isso, vem reler comigo os textos anteriores sobre a série.

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