Eu odeio atrasos. Tempo é o bem mais valioso do mundo. Então, jogar 42 minutos do meu dia fora, preso em uma cabine marcada para às 10, mas que só começaria às 10:42, sem nenhum aviso para os jornalistas do que está acontecendo, é enervante. Eu poderia ter escrito pelo menos um texto para o DELFOS neste tempo ou, vá lá, ter passado jogando videogame, o que é bem mais divertido do que scrollar redes sociais. Enfim, você provavelmente não se importa com minha perda de tempo, então não vou mais falar disso nesta crítica Invocação do Mal 4: O Último Ritual.
CRÍTICA INVOCAÇÃO DO MAL 4: O ÚLTIMO RITUAL
A série Invocação do Mal já deu o que tinha que dar há muito tempo. Na verdade, não me lembro muito bem dela, a não ser que mesmo não tendo expectativas para nenhum deles, sempre saía decepcionado. E é fácil de entender o motivo, basta ler minha crítica Annabelle 3, e a recusa da Warner em contar a história mais buscada dos filmes de terror.
Como o título promete, Invocação do Mal 4: O Último Ritual visa contar o último caso encarado pelos Warren antes da aposentadoria. Claro, isso significa que cronologicamente estará sempre no final, mas não podemos ter certeza de que será o último filme da série. Afinal, independente de você considerar os Warren charlatões (eles eram), eles tiveram um marketing excelente. E com isso vem uma imensidão de histórias, todas prontas para serem contadas em filmes, especialmente se os filmes não prezarem pela qualidade (não prezam).
O ÚLTIMO RITUAL
Assim, o longa já começa com os Warren meio que aposentados. Mais da primeira metade do filme intercala duas histórias: a da família que está sofrendo o caso da velhinha sorridente; e os Warren vivendo sua vidinha pacata ocasionalmente interrompida por assombrações. Quem nunca?

Papo vai, papo vem. Vem muito. Mais de uma hora de papo. E finalmente as duas famílias estão na mesma sala, trabalhando em um objetivo comum: vencer o fantasminha da velhinha sorridente. Esta série e seus spin-offs nunca me conquistaram. Sempre foram, para mim, um exemplo do terror sobrenatural preguiçoso de Hollywood.
Coisas como as constantes citações à Annabelle já me deixam irritado, imagino o que fazem com um fã de verdade. É sinal de que a Warner sabe que esta é a história que todo mundo quer ver contada, e mesmo assim se recusam a contar. Então o filme é um total mais do mesmo. Cenas escuras, velhinhas sorridentes, sustos de montão e um final extremamente tenso, mas não mais tenso do que todos os outros da franquia. Embora este seja o caso final, não há nada aqui mais traumático do que em qualquer outro filme da série. Se “mais do mesmo” é o que você espera de um novo Invocação do Mal, provavelmente estará bem servido com O Último Ritual. E minha fada do dente sabe que às vezes um mais do mesmo é o suficiente. Mas o patamar de qualidade precisa estar bem mais alto do que nessa série para valer a pena.







































