Acredito que sou uma das poucas pessoas que gosta muito de The House of the Dead. Mais do que isso, eu amo on-rails shooters. No caso deste remake, o The House of the Dead 2 original é o game da série do qual me lembro melhor. Não sei se é meu preferido, mas provavelmente é o que mais joguei. E o jogo original é muito legal. Mas este remake… sei lá.
REVIEW HOUSE OF THE DEAD 2 REMAKE
The House of the Dead 2 Remake refaz o jogo inteiro. O visual é novo, as músicas foram refeitas e até as atuações vocais foram regravadas. Curiosamente, ao contrário de games que ficam parecendo superproduções quando são refeitos, The House of The Dead 2 Remake parece um jogo de baixo orçamento. Isso porque as atuações continuam terríveis e os gráficos, apesar de novos, parecem tão datados quanto os do jogo original. Sim, vendo lado a lado, há diferenças. Mas se você simplesmente colocar o novo para rodar, vai apenas perceber que ele está menos colorido e chamativo, abrindo mão daquela deliciosa estética dos fliperamas.
É um remake bem básico, feito a toque de caixa, e muita gente certamente vai preferir como ele era originalmente. Há algumas modificações para aumentar o fator replay. Coisas como coletar breguetes que modificam o jogo caso vocês os consuma em partidas futuras. A modificação do cabeção é especialmente bonitinha. Mas atenção à palavra-chave: você precisa consumir estes itens para usá-los.

Várias dessas modificações parecem estar lá apenas para constar. Coisas como créditos e munição infinitas simplesmente não fazem diferença nenhuma num jogo que já tem essas coisas como padrão. E seria realmente mais interessante se essas modificações ficassem eternamente destravadas depois de coletadas, sem necessidade de ficar consumindo e pegando de novo a cada nova partida.
DOIS MODOS DE JOGO
Continuando este tema de “novo, pero no mucho“, há dois modos de jogo, mas a diferença entre eles é apenas que uma aceita coletar e usar modificações, enquanto a outra trava o jogo em sua forma baunilha. Parece que a MegaPixel Studio queria colocar novidades para justificar a venda de sua nova versão, mas simplesmente não tinha criatividade para criar coisas realmente novas.
Felizmente, eu ainda acho que on-rails shooter são uma delícia. Quando estes jogos estavam na moda, era muito impressionante ver a câmera viajando pelo cenário. Hoje, isso não impressiona mais, mas o gameplay continua gostoso. Particularmente, eu acho que a série House of the Dead peca em ter chefes monótonos e pelo fato de que você luta repetidamente com eles ao longo da campanha. Mas matar os zumbis padrão, e salvar os sobreviventes que não sabem atuar, continua engraçado e divertido como sempre foi.
REMAKE VERSUS ORIGINAL
Também é uma pena que a versão de Switch não use os joy-cons como as lightguns de outrora. Ou melhor, até há esta opção, que pode ser ativada pelo menu. Porém, o controle é muito ruim, muito inferior ao que tínhamos em on-rail shooters de Wii ou de PS3 (que usavam o PS Move). É tão ruim que você provavelmente vai tentar usar, ficar frustrado e voltar a mirar com a alavanca. Tremenda oportunidade perdida. Também é difícil entender porque existe apenas versão para Switch 1, uma vez que, além da potência, o Switch 2 também possibilitaria outra forma de controlar, usando os joy-cons como mouse.
É comum que remakes acrescentem muito valor a jogos antigos. Este talvez seja um caso de um remake que se mantém divertido apenas pelo que era, não pelo que foi acrescentado ou modificado. Particularmente, eu ficaria muito mais feliz em comprar uma coleção The House of the Dead, com emulação de todos os jogos originais de fliperama (pontos extras se incluir o divertidíssimo Overkill) do que precisar comprar um a um estes remakes um tanto questionáveis. Mas é o que tem para hoje, e The House of The Dead 2 Remake é a forma legal mais fácil de jogar este clássico hoje em dia.







































