Juntos é um dos filmes de terror que mais me chamaram a atenção desde, provavelmente, A Substância. E a temática body horror é um tanto semelhante, embora as histórias sejam bastante distintas. Chega junto para ler nossa crítica Juntos.
CRÍTICA JUNTOS
Juntos conta a história de um casal (Alison Brie e Dave Franco) que podem ficar juntos para sempre. Literalmente. Pois é, a única coisa que eu sabia do filme é que o corpo de ambos se fundiria. Eu esperava que fosse um body horror mais tradicional, em que os dois atores ficariam grudados durante boa parte do filme, pensando em um jeito de se separar. A realidade, no entanto, é bem diferente.
O que acontece com o casal é que eles se tornam magnéticos. Seus corpos começam a ser atraídos um para o outro, não simplesmente porque são pessoas atraentes visualmente, mas porque são literalmente atraentes. Magnetismo animal nunca foi tão literal.
MAGNETISMO ANIMAL
Porém, embora sem dúvida tenha trechos aflitivos de body horror – a cena em que o rapaz está “comendo” o cabelo da moça se destaca – o foco do filme é na relação entre os dois e, pasme, na simbologia de um casal querer ficar junto. Na verdade, me causou estranhamento o quanto de humor tem aqui. Não é como um Sexta-Feira 13 ou Pânico, que são filmes de comédia com pitadas de terror. Juntos é ao mesmo tempo um terror completo e uma comédia total. Causa uma certa dissonância tônica, mas devo dizer que até me agrada.
Na verdade, minha expectativa era tão diferente que eu pensei em dizer que o filme demora mais de uma hora para começar. Ou seja, até a atração entre os dois começar a virar literal. Mas isso seria julgar o filme pelo que eu esperava que ele fosse. Sinceramente, eu escrevo isso ainda meio em dúvida se gostei de Juntos. Ele é diferente do que eu queria ver, mas diferente às vezes é bom.
Vale comentar dos atores. A Alison Brie está visualmente bem distinta do visual que tinha em Community ou mesmo em Pânico 4. A ponto de que eu nem a reconheceria se não estivesse com seu nome na divulgação. Já Dave Franco é o que sempre foi, um canastrão com exatamente a mesma cara do James Franco. Como este jogou sua carreira fora, Dave entrou para substituí-lo, e virou praticamente uma substituição total do irmão, em cara, atuação e filmes. É como se James tivesse sumido para Dave aparecer, e talvez tenha sido isso mesmo o que aconteceu.
JUNTOS, MAS SEPARADOS
Juntos carece de uma explicação mais elaborada de como tudo acontece. A simbologia, apoiada por filosofia grega, é bem bacana, mas gostaria de saber com mais detalhes o que causa a atração literal naquele lugar.
Então Juntos é diferente do que você pode pensar. Certamente há várias cenas aflitivas e um design de som de fazer caretas de nojo (o que é bom). Mas são momentos pontuais de um filme sobre o relacionamento do casal. Eu esperava mais terror, mas estou levemente satisfeito com o que vi.








































