Quando ouvi falar de Quantum Witch me interessei imediatamente. Temos aqui um jogo desenvolvido por uma única pessoa, baseado nas próprias experiências ao sair de um culto. Verdade, tenho minhas dúvidas se este tipo de culto, em que você não pode sair, ou tem que casar com o profeta, ou outras barbaridades, existe no Brasil, mas parece ser um problema bem comum no hemisfério norte, considerando o quanto a cultura pop já abordou o assunto.
Porém, por ser até então um exclusivo para PCs, eu resolvi esperar até sair para consoles para jogar. Para minha surpresa, uma chave chegou a de surpresa na minha caixa postal, e a curiosidade era grande demais para deixar passar. Então lá vou eu, jogar este plataforma narrativo – ou, como ele mesmo se descreve, plotformer.
QUANTUM WITCH É BASTANTE PRIMÁRIO
O principal problema é que Quantum Witch é bastante primário. Talvez sua história seja legal, mas o gameplay envolve simplesmente andar de um lado a outro conversando com personagens. O lado plataforma é que, para explorar bem o cenário, você precisa pular em algumas plataformas que ficam mais altas e tal. Nada de mais, pelo menos não até onde joguei. Também prejudica o péssimo uso de botões nos controles. Ele tem suporte total a gamepad de Xbox, mas por algum motivo bizarro, o botão de pulo foi colocado no Y. Sério, por quê?
O jogo também demora muito para começar a falar qualquer coisa. Eu joguei por 60 minutos, e segundo a assessoria o jogo dura três horas. Porém, no tempo que joguei estava apenas procurando por ovelhas. A personagem até reclama de ser um fetch quest, mas é aquela coisa: você reconhecer que algo não é interessante não torna o algo mais interessante.

A coisa parecia que ia começar a andar quando eu encontrei a galera do culto e optei por não me juntar a eles. A sacerdotisa falou algo como “ok, você pode sair quando quiser, pelo calabouço, bwa-haha”. Eu coloquei a risada de supervilão, mas é mais ou menos por aí. Porém, quando saí e voltei para lá, eles decidiram que eu era a nova deusa e, a partir daí, simplesmente não consegui avançar mais a história.
TRAVADO
O jogo tem dia e noite, e o cenário se altera de acordo com o horário, mas eu explorei várias vezes tudo que está aberto nos dois horários e não achei com o que interagir. Como não existem guias antes do embargo, precisei desistir. Curioso eu ter travado tão forte, uma vez que uma personagem fez questão de destacar para eu voltar à noite em um puzzle anterior, pois segundo ela, “os jogadores de testes não se ligaram nessa mecânica”. Uma coisa óbvia assim foi destacada, então capaz de o que eu ter perdido ser tão óbvio quanto. Mas eu não faço ideia do que era e dificilmente vou conseguir voltar a ele no futuro.
Mas aí que está, Quantum Witch pode até ter uma história legal, mas seu gameplay e visual são fracos e não me conquistaram. Se o único foco de um jogo é sua narrativa, é melhor assistir a um filme ou ler um livro. Que você acha?





































