Steven Soderbergh, meu! Desde 2004, quando o DELFOS começou a existir até 2013, ele fez 12 filmes. A gente já brincou bastante aqui com quão prolífico ele era, tanto que, na sua resenha de Terapia de Risco, a Joanna questionou se sua recém-anunciada aposentadoria se limitaria a uns três ou quatro anos sem lançar nada.

Logan Lucky, DelfosPois nossa pequena delfiana acertou em cheio. Cá estamos nós, quatro anos depois, e Logan Lucky: Roubo em Família, estreia nos cinemas. Apesar da pausa nos cinemas, no entanto, Soderão não ficou sem fazer nada, já que dirigiu umas coisas para TV. O sujeito realmente é um workaholic.

Logan Lucky é um filme roots na filmografia do cara. Traz todas suas manias, qualidades e problemas, se tornando assim um filme que até entretém, mas não empolga.

Aqui conhecemos dois brothers interpretados pelo Channing Tatum e pelo Adam Driver. Eles resolvem roubar um autódromo. Pois é, não um banco, não uma loja, um autódromo. Para isso, nada melhor do que solicitar a ajuda do bom e velho James Bond (Craig, Daniel Craig). Afinal, se ele tem permissão para matar, ele provavelmente tem permissão para roubar um autódromo.

Logan Lucky, Delfos
A família Logan, parentes caipiras do Wolverine.

A equipe não estaria completa, porém, sem a neta do Elvis Presley, Ryley Keough, e sem os dois irmãos do agente secreto, dois caipirões que precisam de uma motivação moral para o assalto.

O filme é uma comédia e os irmãos têm um rocambolesco plano que é sinceramente difícil de entender. Aliás, este é um problema que costumo ter com os filmes do Soderbergh:

A NARRATIVA NÃO PRENDE

Os filmes do cara costumam ser desnecessariamente complicados, e não são interessantes o suficiente para prender a atenção. Durante toda a projeção de Logan Lucky, um monte de pontas soltas vão sendo deixadas, coisa feia mesmo, que parece erro de continuidade. Daí, no final, eles resolvem explicar tudo com uma música do Creedence de fundo. O problema é que demora tanto para isso acontecer que até chegar neste ponto do filme eu simplesmente já perdi o interesse e comecei a pensar em ruivas com bacon e underboobs.

Logan Lucky, Delfos
Eu não tiro o chapéu para o Soderbergh.

Outro exemplo da narrativa do cara que me incomoda? Logo no início, um personagem joga um tijolo em um carro e você ouve um vidro quebrando. Quando a câmera mostra o veículo, ele está pegando fogo. Quê?

Veja bem, eu acho muito engraçada aquela cena de A Pantera Cor-de-Rosa na qual uma bicicleta colide com um carrinho de cachorro-quente e causa uma explosão enorme. Mas aquilo é claramente uma piada absurda em um filme de humor nonsense. Não é o caso deste aqui. Eu sinceramente não sei dizer se o fogo no carro era uma piada, se eu perdi algo e aquele tijolo era explosivo ou se o Soderbergh simplesmente pensa que quando você quebra um vidro, ele pega fogo.

Até há boas piadas por aqui, mas são bem naquele estilão Soderbergh, do estilo que muitas vezes você sequer tem certeza se elas de fato são piadas. Talvez isso contribua para a graça. Sei lá.

É fácil saber para quem recomendar Logan Lucky. Não, não é para fãs do Wolverine, mas para quem gosta das outras comédias do diretor. O que temos aqui é bem parecido com a série X Homens e X-10 segredos, inclusive na temática de assalto. Se a série do elenco estrelado lhe apetece e você gostaria de um novo filme naquela linha, pode assistir sem medo.

REVER GERAL
Nota:
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Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe e editor de games. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).