Rager é um joguinho de VR que parece legal, e é mesmo. Sua campanha é bem curta, dura menos de 60 minutos. Mas isso é até legal em uma tecnologia tão desconfortável quanto VR, e ela apresenta bastante variação em tão pouco tempo. Vem comigo.

REVIEW RAGER

Rager é um jogo de porrada, mas é também um jogo de ritmo. Pense em Beat Saber, mas ao invés de bater em sinais luminosos, você bate em robozinhos. Isso faz toda a diferença para mim. Eu gosto de jogos como Beat Saber, sim, mas não tenho vontade de jogar muitas vezes apenas para fazer mais pontos. Já sair na porrada com NPCs é mais especial. Ainda que o gameplay seja praticamente igual, matar alguns pixels que fingem estar vivos dá uma certa satisfação narrativa.

A imensa variação que eu citei acima é a quantidade de armas. A curta campanha de Rager tem três mundos, com quatro fases cada um, sendo que a última fase de cada mundo termina com um chefe. E cada mundo, e cada fase, exige o uso de armas específicas. Tipo, toda fase tem uma arma vermelha e uma amarela. Na primeira fase, você usa a vermelha nas duas mãos, depois a amarela. Na terceira, uma de cada. Finalmente, na quarta, as cores trocam de mãos.

É uma forma genial de manter o jogo compreensível, mas variar bastante a sensação de jogar. Os inimigos vêm em três cores: vermelho, amarelo e azul. Os vermelhos e amarelos, você sabe, devem ser derrotados pelas armas com as mesmas cores. E os azuis devem ser bloqueados. Daí, claro, vêm também paredes na sua direção que você precisa desviar.

VARIAÇÃO DE ARMAS

As armas, apesar de se encaixarem em apenas duas cores, são bem diferentes. Elas vão de espadas a punhos. O último mundo é o mais diferente, pois ao invés de colocar duas armas separadas em cada uma das suas mãos, te dá apenas uma arma enorme, com pontas dos dois lados – que nas duas últimas fases têm cores diferentes. Este é sem dúvida o trecho mais único e mais diferente de Beat Saber e de outros jogos semelhantes. Veja, diferente não significa mais divertido. Sinceramente, mesmo em Rager eu acho mais legal jogar com uma arma em cada mão. Mas isso é uma limitação dos controles de VR, que ficam sempre separados e isso torna usar armas de duas mãos uma bagunça.

Depois que você termina a campanha narrativa, tem também algumas fases que você pode fazer com as armas que desejar e vencer todas elas dá um troféu, mas nada além disso. E, claro, tem três opções de dificuldade, então você pode tentar jogar tudo em dificuldades maiores.

Rager é um jogo bem legal que, apesar de ser curto, me deixou bastante satisfeito. Eu me diverti com ele, e sinceramente não gostaria que fosse maior. Gosto de jogos de VR curtos, que eu possa matar em um pedaço de um dia, e este é o caso com Rager. Se você concorda com isso, pode comprar sem medo.

REVER GERAL
Nota:
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Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. É o autor dos livros infantis "Pimpa e o Homem do Sono" e "O Shorts Que Queria Ser Chapéu", ambos disponíveis nas livrarias. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).
review-rager-ps-vr2-analiseDisponível: PS5, Windows, Meta Quest<br> Analisada: PS5 (PS VR2)<br> Desenvolvedora: Insane Prey<br> Editora: Impact Inked<br> Lançamento: 5 de março de 2026<br> Gênero: Porradinha rítmica<br>