O Grande Truque

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Mágica é mó legal! Desde criança, sempre pirei o cabeção com os shows de mágica das festinhas de aniversário e vivia em uma eterna dúvida para descobrir como diabos os caras faziam aquelas coisas. Como quase toda criança, tive meus kits de brinquedo e vivia fazendo os truques repetidas vezes para minha entediada família, que fingia se divertir assistindo tanto quanto eu me divertia fazendo.

Mas nem tudo no mundo da mágica é legal. Ou, pelo menos é o que o diretor Christopher Nolan (de Batman Begins) quer nos fazer pensar, pois seu mais recente filme mostra o lado negro dessa prática tão divertida: a concorrência desleal. Como hoje estou me sentindo criativo, não vou fazer a sinopse no tradicional segundo parágrafo, mas no quarto. Então vamos usar o terceiro para falar sobre o elenco. Pague um pau para minha colossal criatividade, delfonauta!

Temos aqui um verdadeiro elenco dos sonhos de todo nerd, já que praticamente todos os protagonistas já tiveram papel de destaque em um dos blockbusters nerds que invadiram os cinemas nos últimos anos, a começar pela dupla principal, Christian Bale e Hugh Jackman (pois é, respectivamente, o Batman e o Wolverine). Mas não é só, temos também o My Cocaine (também conhecido como Michael Caine, ou simplesmente como o mordomo Alfred), Scarlett Johansson (a mina de Encontros e Desencontros, mas que eu sempre confundo com aquela outra loura que costuma deixar macacos apaixonados) e Andy Serkis (o Gollum, cara!). Se isso não fosse suficiente, ainda temos Ziggy Stardust em pessoa, o David Bowie, fazendo o papel do cientista Nikola Tesla, que realmente existiu. Pô, com essa galera toda, o que vai ter de nerd assistindo a esse filme sem saber mais nada sobre ele não vai ser brincadeira. Mas se você for um nerd delfonauta, você já se destaca da massa, pois o DELFOS não vai deixar isso acontecer, desde que você termine de ler essa resenha.

E agora, finalmente, chegamos à sinopse que, na verdade, é um tanto complicada. Logo na primeira cena, vemos Bale aparentemente matando Jackman. Um tradicional flashback depois e acompanhamos o início e a ascensão da carreira dos dois como os maiores mágicos de seus tempos. A rivalidade é acirrada, ou melhor, iniciada, por causa de algo que Bale fez, mas que eu não vou contar aqui porque sou mau, muito mau. Bwa-ha-ha-ha-ha-ha! Cof… continuando… Os dois são obcecados em descobrir o segredo do outro e, para isso, acabam sacrificando as suas vidas pessoais e suas carreiras, até culminar no tal assassinato da primeira cena. E em um finalzinho surpresa deveras legal.

O filme é daqueles que te deixa com um ponto de interrogação na cabeça o tempo todo, crente de que o erro foi seu e que você não estava entendendo nada. Até que o bom roteiro do próprio Christopher Nolan com Jonathan Nolan vai encaixando as peças aos poucos e você vai pensando “ah, agora entendi”, “ah, então isso que aconteceu?”, e por aí vai. Chega a ser até engraçado. Dá vontade de dar uma de Amélie Poulain e passar a projeção olhando os rostos das pessoas no cinema conforme as explicações vão sendo dadas.

Se você optar por olhar para a tela e acompanhar a história, é um filme que vai valer o ingresso. Não chega a ser tremendão, mas é bom. E, na maior parte das vezes, isso já é o suficiente. Agora convenhamos, não importa quem ganhe entre o Wolverine e o Batman, pois o Homem-Aranha encheria os dois de porrada. Ao mesmo tempo. E tenho certeza que o Cyrino concorda comigo! 😛