Edguy – Superheroes

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O Edguy é uma banda com a qual eu tenho uma relação curiosa. Eles têm tudo que eu gosto em um bom Heavy Metal. Refrões pegajosos, melodias bonitinhas, bom humor e uma boa pitada de Hard Rock… Poderíamos até dizer que são a banda mais próxima na atualidade daqueles dois álbuns maravilhosos que definiram o que hoje chamamos de Metal Melódico (os dois Keeper of the Seven Keys, do Helloween).

Estranhamente, o Edguy está muito longe do Helloween na minha lista de bandas preferidas. Eles têm algumas músicas que eu definitivamente considero excepcionais como Lavatory Love Machine (que ainda tem um dos clipes mais divertidos desde aqueles do Twisted Sister), All the Clowns, Tears of a Mandrake, Vain Glory Opera e algumas outras, porém não consigo curtir um álbum inteiro deles. Sempre tenho minhas 3 ou 4 preferidas e dificilmente ouço as outras.

Mas chega de historinha, vamos à resenha deste novo EP. Admito que acho EPs uma das coisas mais desonestas que já abalaram o ramo da música desde as faixas bônus, já que com mais umas 5 músicas, a banda poderia ter fechado um novo álbum. Mas ok, eles lançaram, nós recebemos e é nosso dever resenhar. E a melhor forma de resenhar um EP é através do manjado faixa a faixa. Então vamos nessa:

Superheroes – Música levada basicamente no baixo e na bateria. É legal, principalmente o refrão, que é daqueles absurdamente pegajosos. O resto da música, porém, não apresenta grandes novidades e nem mostra a banda em sua melhor forma.

Spooks in the Attic – Começa bem, lembrando bastante o Gamma Ray da época Ralf Scheepers. É rápida, mas não tanto, empolgante e pegajosa. Tem todas as características necessárias para fazer a alegria dos fãs da banda. Deveriam ter aberto o EP com essa faixa.

Blessing in Disguise – A primeira balada do EP. Começa mal, cheia de barulhinhos (eu detesto barulhinhos). Sua melhor parte é o refrão, o que não quer dizer muito. A pior música do CD.

Judas at the Opera – Pronto. Aqui o Helloween encarna de vez na banda. E, como se não bastasse os guitarristas incorporarem Kai Hansen e Michael Weikath, ainda temos a participação do tremendão Michael Kiske (vocalista que gravou os Keepers com o Helloween). Música fenomenal. A melhor música do EP, de longe. Heavy Melódico da melhor qualidade. Tem até aquela tradicional influência de Queen, com a parte do meio cheia de corais. Seu único defeito é que Kiske aparece bem pouco em comparação com Tobias. Essa música é tão boa que aumentou a nota do disco em 1 Alfredinho completo. Pena que o Edguy não consegue manter essa qualidade em todas as suas músicas.

The Spirit – Mais uma balada. Bem comum. Acústica na estrofe e elétrica no refrão, como a maior parte das baladas de Metal. É bonitinha. Bem melhor que a Blessing in Disguise e tem até aquele jeito meio bardo, comum nas baladas do Blind Guardian.

Superheroes (Epic Version) – De épica tem apenas o título. É simplesmente uma versão da faixa título levada ao piano. Bonita e tal, mas tem todo jeito de ser a versão demo da música, gravada pelo Tobias para mostrar para o resto da banda. Mas de qualquer forma é boa o suficiente para justificar a inclusão no EP.

Essas são todas as faixas da bolachinha. O veredicto final é bem simples: Superheroes é um daqueles produtos voltados aos fãs que querem ter tudo da banda. Fãs mais ocasionais não farão questão de comprá-lo, já que contém apenas uma música realmente excepcional.