Uma das premissas mais utilizadas em filmes de ação é a do sujeito dotado de um conjunto muito específico de habilidades que se encontra no local errado, na hora errada. Daí não tem jeito, ele inevitavelmente terá de usar essas ditas habilidades para salvar o dia.

E claro, Refém do Jogo é mais um que se utiliza desse mote. Saca só: o ex-militar Mike Knox (Dave Bautista) vai até Londres para visitar a filha de seu falecido melhor amigo, a qual ele considera carinhosamente como sua sobrinha. E decide levá-la a um jogo de futebol do West Ham contra um time fictício russo numa semifinal igualmente fictícia de um campeonato europeu interclubes (na certa a Champions League não deve ter autorizado o uso de seu nome).

Eis que umDelfos, Refém do Jogo, Cartaz pessoal muito malvado invade o estádio atrás de um sujeito e ameaça explodir o local ao final dos 90 minutos da peleja se não conseguirem botar suas ardilosas mãos no truta em questão. Cabe então a Mike entrar em ação, apagar todos os bandidos e salvar a sobrinha e os outros incautos torcedores.

O REFÉM DO JOGO

A história é uma grande bobagem, mas convenhamos, não é ela que interessa num longa desse gênero. O que realmente importa é a quantidade de porrada, tiros, explosões e helicópteros, e nisso ele está bem servido, apresentando todos estes elementos elencados.

As cenas de ação não são memoráveis, mas são bacanas e exageradas o suficiente para divertir durante toda sua duração. Além do mais, Dave Bautista tem carisma e porte físico mais que suficiente para protagonizar um filme do estilo.

De quebra, pela trama e ambientação, ele lembra muito, mas muito mesmo, um clássico de outro já consagrado herói de ação. Estou falando de Jean-Claude Van Damme e seu Morte Súbita (1995), um filme que eu adorava quando era adolescente. É só trocar o estádio de futebol por um de hóquei no gelo e pronto, é quase um remake não oficial!

Delfos, Refém do Jogo

Se a originalidade não é o forte de Refém do Jogo, e se ele não é particularmente marcante, como disse antes, ao menos é bem feitinho o suficiente para se encaixar naquele tipo de produção estilo “desligue o cérebro e divirta-se”, desde que você não tenha tantas expectativas.

Não sei se é bom o suficiente para valer uma recomendação para ser visto no cinema (o ingresso está caro!), mas para apreciadores do gênero, ainda que numa tela menor, vale como uma matinê descompromissada depois do futebolzinho do domingo.