Arthur e os Minimoys

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As crianças nerds estão bem servidas de bons filmes este ano. Já tivemos o ótimo drama Ponte Para Terabítia e agora temos mais um representante de “moleque encontra um mundo mágico”. Só que, ao contrário do longa supracitado, este foca na aventura. E é uma bela aventura, diga-se de passagem.

Arthur e os Minimoys alterna computação gráfica e live-action. Neste, se concentra toda a fantasia, enquanto no primeiro, a realidade. Arthur (Freddie Highmore) é um menino de 10 anos cuja vovó (Mia Farrow), com quem mora, está passando por dificuldades financeiras. Em 48 horas, eles serão despejados. Como desgraça pouca é bobagem, o telefone e a luz ainda são cortados por falta de pagamento. Arthur, então, decide encontrar o tesouro que seu avô escondeu para poder resolver tudo. Pronto, ele logo se torna um minimoy de dois milímetros, conhece outros minimoys, cujo reino está sendo ameaçado por um vilão malvadão que não deve ser nomeado e a aventura começa.

É impossível não perceber as fontes onde este filme se inspirou. Para começar, é claro, como toda história de fantasia, temos o bom e velho mito do herói. Mas também é fácil encontrar referências a Harry Potter (como o vilão que não pode ser nomeado), Rei Arthur e até mesmo Querida, Encolhi as Crianças.

Essa falta de originalidade não chega a ser um problema, pois Arthur e os Minimoys faz tudo direitinho e tem personagens cativantes. É aquela velha frase: você já viu esta história antes, mas aqui ela é contada de forma tão legal que vai querer ver de novo. Principalmente se você tiver crianças que possa levar junto.

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Editor-chefe e editor de games. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).