Moss é um dos jogos mais queridos do PS VR. Mesmo eu, que não sou tão fã de jogos de quebra-cabeças, coloquei o primeiro como uma menção honrosa entre os melhores games de PS VR. E agora chegou a hora da nossa análise Moss Book II, jogo que está sendo recebido por muitos como a despedida da versão PS4 do PS VR.

ANÁLISE MOSS BOOK II

Moss era impressionante. Moss: Book II consegue ser ainda mais. Temos aqui um mundo lindo e feito com o maior carinho e cuidado. É mais um daqueles casos em que as imagens que capturei não fazem jus ao que você vê no jogo. Mas tente se imaginar existindo em um mundo como esse.

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É turismo virtual da melhor qualidade. Aliás, se for jogar Moss Book II, olhe para cima. É algo fácil de deixar passar, mas as paisagens mais impressionantes e elaboradas estão acima. É assim que você percebe quão grande e épico é este mundo. Afinal, se você focar na ação, e nos personagens, Moss parece um lindo jogo de tabuleiro. Mas o escopo ao olhar para cima é muito maior.

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Moss Book II parece feito de bonequinhos em um lindo tabuleiro.

Inclusive as animações da protagonista Quill são extremamente carismáticas. Ela parece ter sido criada com o mesmo investimento e carinho que a Nintendo tem com o Mario. É adorável o tempo todo. Dos movimentos de ataque, às dancinhas da vitória, passando por um ponto específico em que ela te pede um abraço. Óun!

VOCÊ EXISTE EM MOSS BOOK II

Moss Book II tem uma narrativa semelhante à de A História Sem Fim. Ou seja, você está lendo a história em um livro, mas tem o poder de interferir nela. Junto com Quill, você forma um “herói duplo”.

O jogador controla Quill normalmente, com os botões do Dualshock (Moss: Book II não funciona com o Dualsense caso esteja jogando no PS5). Movimentando o controle, você interfere no mundo. Com isso pode mover alguns objetos, estourar outros, controlar inimigos ou mesmo fazer carinho na Quill e em outros personagens fofinhos. E eles são tão fofinhos que você vai querer fazer isso. Após vencer desafios mais cascudos, a Quill até levanta a mãozinha para pedir um high five. Já falei que Moss Book II é adorável?

MOSS BOOK II E O GAMEPLAY

gameplay de Moss Book II combina um tradicional jogo de plataforma com um combate hack and slashi, e foca na solução de quebra-cabeças. Curiosamente, se o primeiro Moss me deixou empacado e em busca de guias, este foi bem mais direto. E, portanto, mais aprazível. Quando empacava em Moss Book II normalmente era por falha nos tutoriais em si, que não me mostravam que era possível fazer o que era necessário (como “tocar” em estalactites para derrubá-las).

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Tem até alguns chefes por aqui.

Some isso ao visual que está entre os mais lindos já vistos em VR e a um gameplay delicinha, e você tem um jogo que é simplesmente muito gostoso. Mas ainda tem a narrativa.

A NARRATIVA

A história de Moss Book II é contada por uma narradora com uma voz bem doce. E a Polyarc conseguiu transformar uma limitação do orçamento em uma força narrativa. Acontece que a narradora é a única atriz do jogo. Ou seja, ela faz as vozes de todos os personagens. Porém, ela é tão boa que é até difícil acreditar que personagens tão diferentes foram feitos pela mesma pessoa. E isso acrescenta muito ao jeitão fofinho, de que a história de Moss é tipo uma fábula contada por uma carinhosa mamãe aos seus pimpolhos. Afinal, que pai ou mãe não faz vozinhas quando conta histórias, não é mesmo?

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Acho que a Elsa mora aí!

Os problemas existentes em Moss Book II são, como de praxe em jogos tão caprichados, intrínsecos às limitações do PS VR. Coisas como tracking que falha, câmera que se mexe sem motivo, essas coisas que proprietários do headset já esperam de seus jogos.

É bem provável mesmo que Moss Book II seja o último grande jogo de PS VR. Afinal, o PS VR 2 está quase pronto, e a essa altura é muito mais negócio para as desenvolvedoras focarem em criar coisas para ele. E é uma ótima despedida. Um jogo delicioso e impressionante, que merece ser jogado por qualquer pessoa que ache que o mundo precisa ser mais fofinho.