Mai Child of Ages saiu alguns meses atrás para Switch e Windows e esta semana chega ao Xbox e ao PS5. Parecia um jogo bonitinho e interessante, algo na linha de um Zeldinha, mas a verdade é um jogo com muito menos ação, puzzles obtusos ou repetitivos e muita, MUITA perda de tempo.

MAI CHILD OF AGES

Mai Child of Ages combina trechos mais abertos com fases mais lineares. E se a maior parte dos jogos começa mostrando o que fará de melhor, este começa te mandando catar 10 gravetos. Depois disso, o jogo começa? Não, aí você precisa trazer os bodes de volta para a fazenda. Só daí, de fato, o jogo apresenta uma fase propriamente dita. A essa altura já era tarde demais. Por mais que eu quisesse gostar dele, ele não mostrou predicados suficientes. Os controles não são legais, controlar Mai não é gostoso como deveria, e o combate, o pouco que encontrei, é sofrível.

Para atacar, você precisa pegar uma flor, e segurá-la impede de pular. As flores têm habilidades diferentes. Algumas são bombinhas enquanto outras funcionam como bumerangue. O que elas têm de semelhante: são todas armas péssimas para a briga.

QUEBRANDO A CABEÇA

Infelizmente, o outro pilar da jogabilidade, os quebra-cabeças, também não é legal. Estes envolvem coisas como empurração de caixas para alcançar plataformas mais altas ou colocar pesos em cima de botões para abrir portas. Algumas vezes, se liga na audácia, eles combinam os dois.

Em um quebra-cabeça que me deixou travado por um bom tempo, quando eu pisava em uma pedra, ela jogava água no andar de baixo. Pensei que precisava colocar as plantinhas no caminho do rio, mas isso reiniciava o puzzle. A solução era assobiar para um veado, o que faria ele ficar de pé na pedra. Daí eu poderia pegar a plantinha e enchê-la de água. A mesma coisa que aconteceria logicamente simplesmente a colocando no rio, mas esta não era a solução planejada, então não era possível.

RESPEITE MEU TEMPO!

Depois de ficar um bom tempo travado nesse quebra-cabeça, eu já estava querendo parar de jogar. Em mais de uma hora de jogo, não tinha me divertido nada. A desculpa veio a seguir. Ao enxergar um chefe, tinha um outro caminho com uma plaquinha de casa. Pensei que abriria um atalho para o início do jogo, então segui lá antes de iniciar a luta. Voltei para casa, mas quando entrei de volta, fui colocado no início da fase. Aí não dá, Mai. Eu já venci a fase, me recuso a fazer de novo. Se você não vai respeitar meu tempo, já depositei mais dele em você do que você merece. Evite.