Beyond Sunset é um jogo que roda no GZDoom, o que pode fazer você deduzir que se trata de um boomer shooter na linha do próprio Doom e de seus clones. Não é o caso. Embora o visual e o som sejam deliciosamente retrô, a jogabilidade é bem diferente. Mais aberta e focada em objetivos, Beyond Sunset exige exploração de forma muito mais elaborada do que Doom e afins. Neste aspecto, ele talvez se aproxima mais de um Deus Ex com muita ação.
BEYOND SUNSET
As fases de Beyond Sunset são enormes. Você pode escolher qualquer uma delas ao iniciar um novo jogo, e como você tem cinco opções, eu achava que eram episódios, divididos em várias fases cada. Você sabe, na melhor tradição “tiro de tiozão”. Mas são apenas cinco fases mesmo. A primeira, a única que eu consegui completar, durou 80 minutos, então elas definitivamente não são curtas.
A segunda, onde eu travei, tem um objetivo simples: matar o vilão. Mas para fazer isso, você precisa encontrar três bandidos coloridos e cortar a mão deles. Depois você usa as mãos para acessar uma área trancada, onde pode entrar em um computador e jogar um joguinho extra. Eu achei três bandidos, mas um deles foi um tutorial, então não sei se o jogo conta como eu tendo encontrado apenas dois. Seja como for, não consegui abrir o acesso ao vilão.
UM DEUS EX COM MUITA AÇÃO

As fases são divididas em muitas áreas, e usar os telefones faz com que você receba dicas. Dicas como “tem dois coloridos na sua área” ou “tem dois computadores na sua área”. O que confunde é que as dicas não são atualizadas. Ele continua falando que tem dois caboclos na área, mesmo quando você já matou os dois. Isso confunde bastante.
Complicando a situação está o fato de que simplesmente não para de vir inimigos. Uma forma comum de saber que você está no caminho certo em videogames é justamente “se tem inimigos, estou no caminho certo”. Se o jogo tem inimigos infinitos e não dá tempo para respirar nunca, isso não funciona. Em fases abertas e com vários objetivos, de novo, confunde bastante.
O jogo também tem sidemissions. Personagens te passam missões secundárias que incentivam a ir a áreas sem outros objetivos, ou então podem apenas ser um time trial mais curto, mas bastante difícil. Tudo isso te recompensa com dinheiro, que pode ser usado com upgrades, como mais saúde, munição ou melhorias mecânicas. Todos os upgrades são resetados quando você passa de fase, o que dá à campanha um jeitão de roguelike, mesmo você voltando aos saves quando morre.
ALÉM DO PÔR-DO-SOL
Beyond Sunset é um jogo com muitos pontos de estilo e uma jogabilidade gostosa, que eu vejo agradando bastante fãs de Deus Ex e outros jogos mais abertos e focados em objetivo. Para mim, ele é um tanto aberto e complicado demais, no entanto. Mas é um jogo legal que, dependendo do seu gosto, pode agradar bastante.




































