Pelo jeito O Telefone Preto adquiriu uma enorme popularidade nos três anos que separam a época contemporânea de seu lançamento original. Digo isso porque a sessão de imprensa de O Telefone Preto 2 estava simplesmente bombando, com uma quantidade de gente que não costumava ver desde os últimos filmes de Harry Potter. E é curioso, pois eu estava bem animado para assistir ao primeiro filme quando ele saiu. Mas desde então, ele simplesmente sumiu da minha memória, e esta segunda parte me atraía bem menos.
O Telefone Preto sumiu tanto da minha parca memória de peixe que eu sequer lembrava que tinha tons sobrenaturais. E caramba, eu usei esta palavra literalmente no título da minha crítica. Mas uma coisa é certa: o original era muito menos místico do que este, que adquire contornos que beiram A Hora do Pesadelo. E digo isso quase literalmente.
CRÍTICA O TELEFONE PRETO 2
O Telefone Preto 2 continua a história dos irmãos Finn (Mason Thames) e Gwen (Madeleine McGraw). Finn escapou do serial killer chamado de “Sequestrador” ao matá-lo. Desde então, passou a receber ligações frequentes de telefones desconectados com outras vítimas pedindo ajuda. Pois é, quase como acontecia durante seu próprio cativeiro.
Esta não é a história de Finn, porém. Esta é realmente a história de Gwen, a irmãzinha mística do filme anterior. Seus sonhos continuam revelando informações que ela não poderia saber e, em um deles, ela fica sabendo que sua mãe trabalhou num acampamento cristão e resolve ir para lá levando o maninho e seu crush a tiracolo.
Quando eles chegam lá, e fatalmente ficam presos pelo clima hostil, não demora para o Sequestrador ressurgir da morte e dizer que quer vingança. E, para machucar Finn como este o machucou, ele quer assassinar sua querida irmãzinha. Virge nóis.
A HORA DO PESADELO

E aí entra o lado totalmente místico de O Telefone Preto 2. A coisa não se limita a telefones que tocam quando não deveriam ou a sonhos premonitórios. O Sequestrador está morto, e literalmente volta do inferno (palavras dele) para se vingar. Assim, ele só consegue atacar as pessoas que estão no plano real quando Gwen está dormindo, através do sonho dela.
É tipo um Freddie Krueger mais perigoso. Por um lado, ele consegue matar geral quando apenas uma pessoa cai no sono. Por outro, tem que ser uma pessoa específica. Mas ao contrários dos jovens bonitos, roqueiros e emaconhados que estrelam a maior parte dos slashers, ela não evita dormir para fugir. Pelo contrário, ela quer acabar com ele. Dormindo.
DEMORA, MAS VEM
Demora muito para O Telefone Preto 2 mostrar a que veio. A maior parte da sua duração, aliás, parece mais um filme detetivesco do que um terror. Afinal, mostra os jovens investigando o acampamento e tentando descobrir a relação do lugar e da sua mãe com o Sequestrador.
Seus melhores momentos são sem dúvida quando o Sequestrador encarna Krueger e começa a atacar as pessoas através dos sonhos com as cenas mais parecidas com as clássicas desde as dirigidas pelo próprio Wes Craven. Mas demora para chegar nisso, e eu diria que o foco da história é mesmo na parte investigativa da coisa, não na tensão ou no medo. O foco no sobrenatural também pareceu uma oportunidade perdida para um filme que tinha apenas na sugestão mística uma de suas forças. Mas O Telefone Preto 2 é bom, certamente muito melhor do que outros filmes de terror sobrenaturais hollywoodianos recentes.







































