Em alguns jogos, o projeto gráfico faz boa parte do trabalho. É o caso de Ruffy and the Riverside, um jogo tão bonito, colorido e estiloso que quanto mais eu via dele, mais ficava com vontade de jogar. Ele faz uma mistura interessante de 3D low-poly com 2D desenhado, que é muito mais legal do que parece.
Como em Paper Mario, os personagens são fininhos e parecem feitos de papel. Mas apesar de a influência ser clara, Ruffy and the Riverside é muito bem sucedido em ter um visual único, diferente de tudo que eu vi antes. Mais do que isso, ele é perfeitamente realizado. Aquele tipo raro de visual que não dá para imaginar ficar muito melhor mesmo várias gerações à frente.
O que daria para melhorar, claro, é a performance. Isso sempre dá para melhorar e, apesar do visual tecnicamente simples, Ruffy and the Riverside não roda lisinho o tempo todo, e especialmente quando você muda de área, dá uns engasgos bem feios e incômodos. Falamos do visual, então agora vamos falar do jogo em si.
REVIEW RUFFY AND THE RIVERSIDE

Ruffy and the Riverside é um puzzle plataforma em 3D, com toques de mundo aberto e influência de um Zeldinha clássico no quest design. Funciona assim: você tem um pequeno mundo aberto (ou hub, se preferir), cheio de colecionáveis, personagens para conversar ou desafios específicos para cumprir. Boa parte dele vai ficar fechado até você atingir momentos específicos da história.
O design não é travado por habilidades que você não tem, mas simplesmente por não saber o que fazer. Pelo menos não nas áreas independentes da história, claro. O gameplay é bem elaborado e diferente, assim você não vai saber o que é possível fazer com seus poderes de mudança até o jogo demonstrar diretamente.
PODERES DE MUDANÇA
Este é o foco da jogabilidade de quebra-cabeças. Ruffy tem o poder de trocar materiais, imagens e outras coisas que vê pelo cenário. Por exemplo, você pode escalar plantinhas que ficam na parede, e se houver uma cachoeira perto, pode copiar a plantinha para a cachoeira e então escalá-la. Outro caso que se torna muito importante é o peso. Tem uma boa quantidade de materiais, e madeira é mais leve do que ferro, por exemplo. Isso é vital para abrir passagens e solucionar quebra-cabeças.
Assim, há plataforma propriamente dita. Você pula pra lá e pra cá e dá soquinho em seus inimigos, mas o desafio mesmo é descobrir como progredir usando estes poderes de mudança. Inclusive você tem alguns corações de vida, mas é muito difícil morrer por porrada, uma vez que você recupera os corações perdidos rapidamente. Ruffy and the Riverside é um jogo relativamente difícil, mas por ser difícil de resolver e progredir, não por te matar com frequência.
Resumo da ópera: Ruffy and the Riverside é um jogo lindo e gostoso de jogar, tão especial e único no seu visual quanto na sua jogabilidade. Recomendação delfiana com força!






































