Velozes e Furiosos 6

0

De uns tempos para cá, parece que meu cérebro fez com a franquia Velozes e Furiosos o mesmo que fez com os filmes dos Transformers: eu tenho absoluta certeza de que os vi, mas não lembro nada do que acontece neles. Eu me lembro de conhecer os protagonistas no original, me lembro do segundo, que tinha o Sucre de Prison Break e aquela música “tell me what you gonna do? Act a fool!” que meus primos viviam ouvindo, e lembro que no terceiro eles sumiram e a franquia foi parar em Tóquio. Dos dois seguintes, no entanto, eu simplesmente não me lembro de nada, portanto não sabia bem o que esperar deste sexto. Mas os primeiros minutos do filme me colocaram a par da história toda.

A turma de ladrões/corredores liderada pelos antes-inimigos-e-agora-BFFs Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian O’Conner (Paul Walker) está com os bolsos cheios depois do roubo do último filme, e parecem estar vivendo bem em seus esconderijos paradisíacos. Brian teve até um filhinho. Mas Dom ainda sente muito a falta de Letty, a moça interpretada pela Michelle Rodriguez que morreu no quarto filme.

Ou pelo menos é o que eles acham, até que aparecem Hobbs, o policial badass interpretado pelo The Rock, e Riley, sua sidekick igualmente badass interpretada pela Gina Carano, revelando que Letty ainda está viva, e trabalhando para Owen Shaw (Luke Evans), um criminoso internacional que está montando uma super arma e pretende vendê-la para terroristas. Com a perspectiva de prender um malvadão, recuperar a integrante perdida e ainda conseguir anistia e perdão nacional, Brian, Dom, Tej, o alivio cômico Roman e o casal fofo Han e Gisele concordam em voltar à ação e ajudar Hobbs a pegar o cara. E aí já viu: são muitas perseguições, explosões, tiroteios, chutação de bundas e gente pulando de carros em movimento.

A história, como sempre, é bem básica, abordando união, lealdade, coragem e outros pontos que diferenciam o bandidão dos nossos criminosos bem intencionados. Tenta-se trazer um certo drama na história da Letty, mas acaba ficando com cara de novela. Tenta-se até umas reviravoltas, mas elas trazem consigo uns belos furos de roteiro. Mas afinal, quem é que assiste Velozes e Furiosos pensando nisso, não é mesmo?

O que temos de pensar é que o elenco está mesmo muito entrosado depois de tantos filmes juntos, e que as cenas de ação estão entre as mais exageradas e empolgantes da franquia. Tem um carro estilo Fórmula 1 que faz outros carros capotarem! Tem um tanque de guerra! Acontece uma perseguição durante a decolagem de um avião cargueiro! Sem falar na cena de luta entre a Michelle Rodriguez e a Gina Carano (lutadora de MMA), que está entre as mais épicas que eu já vi na vida. Sério, a luta delas é mais legal até do que as do The Rock.

Enfim, os carrões, a pancadaria, a trilha sonora de hip-hop, os desafios às leis da física, está tudo aqui. E é tudo muito divertido e descompromissado, exatamente como se espera. Nada requintado, mas uma ótima pedida para aqueles dias em que se quer um filme mais (com o perdão do trocadilho) fast food. =P

Continua sendo bobo e raso, mas pelo menos me manteve entretida, coisa que o último Duro de Matar, por exemplo, não conseguiu. Acho que dessa vez eu vou até conseguir me lembrar depois!

CURIOSIDADES

– A morte temporária não foi a única coisa que este filme emprestou da Marvel. Também tem uma ceninha pós-créditos muito legal. Ela encaixa o terceiro filme na cronologia e apresenta o vilão do próximo. Você provavelmente vai sair do cinema sorrindo ao descobrir quem é.

– E uma curiosidade realmente curiosa: sabia que o Vin Diesel é o maior nerdão? Quando não está chutando bundas ele é viciado em games e RPGs. Ele foi até convidado para escrever a introdução de um livro que comemorava os 30 anos de Dungeons & Dragons. Legal, né?

MAIS VELOZES E FURIOSOS:

Velozes e Furiosos 3: Desafio em Tóquio: o que nos levou para aprender drifting no Japão.

Velozes e Furiosos 4: o que trouxe a turma original de volta.

Velozes e Furiosos 5: o que eles viram ladrões em terras brasileiras.