Cá estamos nós para encerrar nosso especial de melhores do ano com a tradicional lista de melhores games. Pela primeira vez nesta geração, a lista não vem recheada com exclusivos do Xbox One. Pudera, tirando Forza 7, não saiu nenhum outro exclusivo realmente relevante, e o Forza não-Horizon não é exatamente minha xícara de chá.

Em 2017 tivemos finalmente um line-up de AAA fortes, o que significa que, depois de alguns anos, finalmente eu tive dificuldade em escolher os melhores jogos. Alguns excelentes títulos, como Sombras da GuerraAssassin’s Creed OriginsSonic Mania ficaram de fora da lista, mas no final das contas eles me marcaram menos do que os jogos que realmente entraram. Bora ver quais são?

D&D – Decepção Delfiana: NEED FOR SPEED: PAYBACK (PS4, Xbox One e PC)

Need For Speed Payback, Delfos
Esta imagem não é meramente ilustrativa.

Poucas vezes eu me decepcionei tanto com uma série que acompanho como com Need For Speed: Payback. Eu comecei a jogar com a expectativa lá no alto, e conforme as horas se passavam, minha animação foi se tornando decepção. Pior é pensar que ele poderia ser tão legal se simplesmente eliminasse as microtransações pay-to-win.

Menção Horrorosa – o pior do ano: NEED FOR SPEED: PAYBACK (PS4, Xbox One e PC)

E olha ele aqui de novo. Eu tive dificuldade em escolher o pior do ano. Deveria colocar um jogo quebrado? Quiçá escolher um bom jogo, mas um do qual eu realmente não gostei? No final das contas, acabei indo pela experiência, e sem dúvida minha pior experiência com games este ano foi com Need For Speed: Payback.

Need For Speed Payback, Delfos
O produtor é o carro da esquerda. O jogador é o da direita.

Como falei na minha resenha, ele é basicamente um jogo de celular que custa preço cheio. Para evoluir na campanha, ou você paga, ou repete dezenas de vezes as corridas de nível mais baixo. E se você lê meus textos com frequência, sabe que se tem algo que eu não suporto nos games é repetição.

Need For Speed: Payback é um jogo que eu me forcei a terminar apenas porque estava jogando para cobrir para o DELFOS. Caso tivesse de fato comprado e jogado por diversão, provavelmente teria abandonado rapidinho. E no meu livro isso é realmente determinante para o pior do ano.

Desabafo feito, vamos à nata, começando por…

5 – RESIDENT EVIL 7: BIOHAZARD (PS4, Xbox One e PC)

Eu fico realmente feliz de ter tido a possibilidade de jogar Resident Evil 7 em VR. Inclusive, tenho minhas dúvidas se ele estaria nesta lista se eu o tivesse jogado em 2D.

Resident Evil 7, Delfos
Não aguenta, bebe leite. Hum… leite…

Não me entenda mal, trata-se de um excelente jogo de terror, não interessa como você jogue, mas ele realmente é levado ao 11 em VR. Ser caçado – e alcançado – pelos membros da família Baker e vê-los de pertinho enquanto eles te agarram pelo pescoço é realmente desesperador, e a melhor experiência que eu tive em VR até o momento. Ajuda bastante o fato de que, ao contrário de outros jogos de VR com movimento, este não me causou enjoo.

Poderia estar numa posição melhor nesta lista, mas não dá para negar que depois que a história entra no navio, perde muito da sua força. E mesmo assim estamos falando de um lançamento relativamente curto. Ainda assim, é um jogão que merece ser jogado por qualquer fã de terror. Especialmente em VR.

4 – SUPER MARIO ODYSSEY (Switch)

Super Mario Odyssey, Delfos
O jogo que revelou ao mundo que o Mario tem mamilos.

Eu adoro os jogos do Mario mais do que gosto dos consoles da Nintendo. Inclusive, quando me convenço a comprar um console da Big N, normalmente uso como argumentos o fato de que vou poder jogar os novos Marios.

Super Mario Odyssey teve um concorrente bem forte este ano: Yooka-Laylee. Ambos são jogos bem parecidos e excelentes, mas acabei optando pelo carisma do encanador italiano aposentado.

Super Mario Odyssey é simplesmente uma delícia de jogar e provavelmente foi o jogo que me passou mais alegria e diversão ao longo de 2017. Verdade, eu não sou tão fã de collect-a-thons como sou de um bom plataforma com fases e preferia que Odyssey fosse mais tradicional e menos Nintendo 64. De qualquer forma, não dá para negar que temos aqui um dos jogos mais charmosos e divertidos deste ano que está para se encerrar.

3 – THE EVIL WITHIN 2 (PC, PS4 e Xbox One)

Eu gostei do primeiro The Evil Within e esperava gostar do segundo também. Mas eu definitivamente não esperava que gostaria tanto dele a ponto de colocá-lo nesta lista.

The Evil Within 2 foi um daqueles jogos que eu passei dias inteiros jogando, parando apenas para comer, e inclusive ficando chateado quando tinha que desligar para ir dormir (pô, mãe, só mais cinco minutos!).

The Evil Within, Delfos
Japoneses realmente têm medo de fantasmas cabeludos.

Trata-se de um jogo de terror intenso que traz ideias novas para o gênero e assim se torna uma experiência única. Quem diria que era possível ter medo em um mundo aberto? Como já falei aqui antes, The Evil Within 2 é um jogaço e merecedor da medalha de bronze.

2 – NIOH (PS4)

Mais um jogo japonês na lista (acabei de me tocar que todos os que entraram até agora são nipônicos). Nioh pega tudo que funciona em um Dark Souls da vida e consegue criar uma personalidade própria em um jogo que, embora seja difícil, é muito menos repetitivo e frustrante do que os da From Software.

O combate é rápido e empolgante, como já é tradicional nos jogos da Team Ninja, o visual é impressionante e a mitologia japonesa na qual ele se baseia é bela e fascinante. Talvez seja o único jogo desta lista que eu tenho muita vontade de jogar inteiro de novo, mas me falta tempo para realizar este desejo. Um dia, Nioh, um dia.

1 – DESTINY 2 (PS4, Xbox One e PC)

Eu tive dificuldades em montar esta lista inteira, mas a primeira posição já estava reservada desde setembro. Eu joguei muito o primeiro Destiny, mais do que deveria. Segundo o site Wasted on Destiny, foram 284 horas.

Em Destiny 2, até o momento, foram apenas 45 horas, mas foi um tempo muito melhor investido. Enquanto no primeiro eu passei muito tempo fazendo grinding e coisas que não me divertiam para conseguir loot, no segundo eu consegui tudo que queria logo e pude brincar com essas coisas.

Destiny 2, Delfos
Explosões deixam tudo melhor.

Alguns jogadores mais hardcore reclamaram que como é relativamente fácil conseguir as melhores armas, não é mais um jogo potencialmente infinito. Ora, para mim isso é sinal de como a Bungie ouviu as reclamações da comunidade, melhorando tudo que o povo pediu no novo jogo e tornando toda a experiência mais divertida e coesa. Destiny 2 é o melhor que games de alto orçamento oferecem, e como tal, nada mais justo do que dar a ele a primeira posição nesta cobiçada lista delfiana.

E esta foi a nata de 2017 nos games para mim. E para você? Tem alguma coisa bacana que você jogou e que eu deixei passar? Me conta nos comentários, vai que eu não joguei e preciso correr atrás!