November Man – Um Espião Nunca Morre

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Antes de Daniel Craig, você sabe, era Pierce Brosnan quem costumava proferir o icônico “Bond, James Bond” na franquia 007. E mesmo já tendo sido substituído como o agente secreto mais famoso do mundo (e não me escapa a irônica contradição dessa frase) há uns bons anos, o ator demonstra que ainda tem gás para interpretar um espião, mesmo sendo um mais genérico em comparação àquele que o alçou à fama.

Em November Man – Um Espião Nunca Morre, ele é Devereaux, o espião que nunca morre do inacreditável subtítulo brasileiro. Saído da aposentadoria para uma nova missão envolvendo crimes de guerra cometidos por um candidato à presidência russa, uma importante testemunha de tais atos e a própria CIA, ele vai ter de suar muito para provar que, de fato, um espião nunca morre! E eu realmente adorei este subtítulo, meus cumprimentos a quem teve tal ideia tão genialmente estúpida!

É um típico filme de ação e espionagem como você já deve ter visto aos montes. A história é batida e cheia de reviravoltas mirabolantes que deixam a sinopse apresentada no parágrafo anterior como um desafio de síntese, do qual creio que me saí muito bem, considerando-se que consegui fazê-lo deixando-a inteligível e sem entregar nenhum spoiler. Tapinhas nas costas para mim, yay.

E, claro, outro motivo seria que explicar todas as direções que a história toma daria um nó na minha cabeça. Mas para quem já viu um bom número de filmes de espionagem, sabe que é só um artifício para manter a condução interessante e a ação rolando.

E de ação até que ele está bem servido. E, no fim das contas, é o que tira a produção do território dos longas genéricos e o eleva a algo um pouco além. Aos 61 anos, Pierce Brosnan mostra que ainda é capaz de encher bandidos de porrada e de buracos de bala e, por essa competência para a violência, aliado à idade avançada, está mais do que credenciado a participar de algum dos próximos filmes dos Mercenários.

A rivalidade entre Devereaux e seu ex-aprendiz muito mais jovem é outro ponto de destaque e gera várias cenas bem legais envolvendo um tentando superar e eliminar o outro. E até as partes mais paradas, que servem para situar o espectador na rocambolesca trama, funcionam direitinho e não deixam o ritmo cair.

Como eu já disse mais acima, não há nada em November Man – Os Subtítulos Nonsense Nunca Morrem que você já não tenha visto antes, mas ao menos ele requenta as principais características do gênero para se transformar em um bom longa de ação que funciona direitinho. Para quem gosta do estilo e tem saudades da época de Pierce Brosnan como agente secreto, vale a assistida.

REVER GERAL
Nota
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Formado em cinema (FAAP) e jornalismo (PUC-SP), também é escritor com um romance publicado (Espaços Desabitados, 2010) e muitos outros na gaveta esperando pela luz do dia. Além disso, trabalha com audiovisual. Adora filmes, HQs, livros e rock da vertente mais alternativa. Está no DELFOS desde 2005.