Dollhouse é um filme japonês que me chamou atenção por uma invenção da minha cabeça: eu achei que fosse um filme sobre bonecas Reborn. Não é. Ou pelo menos não usa o nome da marca, embora seja provavelmente inspirado por ela. Vamos à sinopse.
CRÍTICA DOLLHOUSE: A BONECA DA CASA
O Japão deve ser um país muito tranquilo. Isso porque a mãe protagonista vai ao mercado e deixa sua filha brincando com um grupo de crianças do bairro, sem supervisão adulta. O pior acontece. A menina bate as botas. Após tentar lidar com o luto sem sucesso, ela vê numa feira de antiguidades uma boneca muito realista. Não apenas realista, mas que se parece com sua filha falecida. É claro que ela compra a boneca.
Isso é mágico, e ela imediatamente se sente melhor. O problema é quando ela engravida novamente, e a existência da nova nenê na casa faz com que ela negligencie a boneca, que fica com ciúmes. Pois é, totalmente A.I., com a diferença que aqui todo mundo, inclusive a mãe, achava que a boneca não era autoconsciente.

Eventualmente, a menina já crescida descobre a boneca e começa a brincar com ela. É aí que muitas coisas estranhas começam a acontecer. E é aí que vou parar de contar o filme.
INTRIGANTE
Apesar de contar uma história que já foi contada antes em A.I., e seguir caminhos anteriormente trilhados em Brinquedo Assassino, Dollhouse consegue ser intrigante. Há excelentes momentos, como quando descobrem em um exame hospitalar que a boneca era recheada de ossos humanos.
Há também um momento excelente, mas irritante. Eu vou contar aqui porque não tem nenhuma importância na história: a mãe joga a boneca fora, e a encontra na sala de casa. A reação dela é meio absurda, mas ela pega um porrete e enche a boneca de porrada, apenas para descobrir que tinha matado a própria filha. Eu fiquei boquiaberto e impressionado com esta cena. Simplesmente não acreditava que tinham seguido por este caminho. Daí a mãe acorda de um pesadelo. Nhé.
Este é um bom exemplo de como é Dollhouse. Temos aqui um filme que parece voltar atrás cada vez que ousa inovar. Tudo culmina em um daqueles finais horripilantes de ruins, que me fizeram diminuir a nota total de um filme que eu até gostei. O que posso dizer? O resultado do final e de quando a mãe acorda de um pesadelo foi tão decepcionante para mim quanto seria para você se eu encerrasse esta resenha agora.







































