The Walking Dead Streets of Survival causa uma péssima primeira impressão. A história é muito ruim, o jogo é quase silencioso e o gameplay demora para empolgar. Felizmente, este é um daqueles casos em que a primeira impressão não é a que fica. Temos aqui um beat’em up criativo, que valoriza a inspiração exploratórioa sem ter influências de metroidvania e mundo aberto, como em River City Girls ou no novo Scott Pilgrim.

REVIEW THE WALKING DEAD STREETS OF SURVIVAL

The Walking Dead Streets of Survival é um jogo de soquinho com fases independentes, como os clássicos. Porém, elas não são tão simples a ponto de você precisar apenas andar para a direita e bater em tudo que se mexe. A parte criativa é que você tem missões e colecionáveis. Por exemplo, vai rolar de encontrar uma porta trancada, daí você continua jogando para pegar a chave, e depois volta a ela para abrir e ganhar moedas de upgrade. Ou então você precisa cumprir uma missão, tipo salvar um grupo que está no ponto X da fase.

A história foca na guerra contra Negan e os salvadores da série de TV, mas ela é bem ruinzinha e muito mal contada. Ainda assim, é bom você sempre saber qual o seu objetivo para conseguir avançar. E essa é a parte divertida. Os bonequinhos pixelados são bem bacanas e bonitinhos, mas a história através de desenhos estáticos com personagens um tanto mais realistas é chatinha. Achei curioso que eu reconheci alguns dos personagens da série em sua versão pixelada, mas não na versão “realista”.

BATENDO NOS SALVADORES DE ZUMBIS

O combate também é um tanto criativo. O problema é que o combo “quadrado, quadrado, triângulo” nem sempre funciona como deveria, especialmente quando você controla o Daryl. Isso incomoda. Porém, todos os personagens têm armas de corpo a corpo e uma de longo alcance. A exceção é a Michonne, que tem apenas uma katana, que é a melhor de todas. Porém, todos eles podem pegar várias armas de fogo diferentes com munição limitada, e várias armas de corpo a corpo, como machados. De novo, a exceção é a Michonne. Embora ela possa pegar revólveres e afins, não aceita trocar sua katana por nada.

Todos têm upgrades diferentes também, que os tornam personagens ainda mais únicos. O paradigma é aquele de sempre: Rick é forte e lento, Daryl é equilibrado e Michonne é rápida. Mas isso engana, pois eles são muito mais elaborados do que isso, já que todos têm armas de fogo, especiais e upgrades específicos.

Eu também gostei bastante que os personagens se dividem na história. Tipo Daryl vai fazer X, enquanto o Rick faz Y e a Michonne Z. Isso gera três fases diferentes em que você é obrigado a jogar com outros personagens. E, claro, há algumas fases em que você pode escolher com quem jogar entre os três. Particularmente, eu gosto mais quando um beat’em up é assim, e eu posso curtir todos os personagens, sem precisar jogar a campanha inteira de novo com outra escolha.

OS MORTOS-VIVOS: RUAS DA SOBREVIVÊNCIA

The Walking Dead Streets of Survival é mais longo do que você pode esperar do gênero, e ele também tem alguns incentivos para replay, como um personagem desbloqueável ou subir os upgrades até o fim. A boa notícia é que é capaz de divertir durante um bom tempo, graças a seus level designs mais elaborados do que o tradicional em beat’em ups.

REVER GERAL
Nota:
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Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. É o autor dos livros infantis "Pimpa e o Homem do Sono" e "O Shorts Que Queria Ser Chapéu", ambos disponíveis nas livrarias. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).
review-the-walking-dead-streets-of-survival-analiseDisponível: PS5, Xbox Series, Switch, Switch 2, Windows<br> Analisada: PS5<br> Desenvolvedora: Odaclick Game Studio<br> Editora: Trailmark Games<br> Gênero: Beat'em up<br> Lançamento: 18 de setembro de 2026<br>