End of the Sun é um jogo com uma rotina fácil de explicar, o que facilita meu trabalho como resenhista. Mas é também um jogo trabalhoso, chato e repetitivo de jogar. E isso dificulta muito meu trabalho como resenhista. Quer saber mais? Então pegue sua bengala eslava, dê alpiste gelado para o seu pássaro de fogo e vem comigo.

REVIEW THE END OF THE SUN

The End of the Sun é um jogo de quebra-cabeças em mundo aberto com foco na história. Funciona assim: tem um mapa relativamente grande, que você pode explorar quase livremente (algumas áreas ficam fechadas até certos puzzles serem resolvidos). A área é repleta de fogueiras, e cada fogueira é um quebra-cabeça e um ponto de história. Ao ativar uma fogueira, ela mostra rastros de fumaça, e no fim do rastro tem uma cutscene que é interrompida, normalmente pela falta de um item ou outro tipo de solução. Você precisa encontrar este item ou solucionar o problema, colocar ali e então assistir à cena completa. Isso elimina a fumaça. Quando todos os rastros são eliminados, você pode acender a fogueira de vez e ver o final da cena. Depois disso, ela se torna um ponto de viagem entre as estações do ano.

Pois é, para complicar o jogo, todas as histórias acontecem em estações específicas. Se você está no outono e encontra uma fogueira com algo que aconteceu na primavera, simplesmente não pode ativá-la até viajar para a estação apropriada. Isso, somado e um mundo aberto extremamente confuso, torna jogar The End of the Sun muito chato. Pelo menos para mim, que não sou tão fã de pegar itens e usá-los em outro lugar – ou em outro tempo. Além disso, o jogo até tem um mapa, mas o mapa não marca onde você está, o que o torna quase totalmente inútil. A simples possibilidade de ver onde você está no mapa e planejar sua próxima viagem ajudaria muito a tornar o game suportável.

FILHO DO SOL

A história acontece ao longo de vários anos e você a verá de forma totalmente linear, e muito provavelmente diferente de qualquer outro jogador. Com exceção de alguns quebra-cabeças que ficam dentro de áreas inicialmente travadas, há um monte de fogueiras próximos a onde o jogo começa, cada uma contando uma cena diferente, que acontece em pontos específicos do tempo. Não pense que a história começa na primavera e termina no inverno ao longo de um ano. Não, ela acontece ao longo de várias primaveras. Isso prejudica o jogo também. Como a história aparece de forma totalmente aleatória, fica difícil prestar atenção nela ou se importar com os personagens.

Além disso, The End of the Sun parece um jogo de baixo orçamento. Os personagens humanos importantes para a história são muito mal feitos e os que não são importantes são apenas fantasmas luminosos. O cenário até é bonito, afinal, acontece em um lugar colorido e cheio de natureza. Mas a performance é bem fraca, com taxa de quadros doidinha, mesmo no modo performance.

Eu consigo ver quem gosta de histórias não-lineares e quebra-cabeças tendo algumas horas de diversão com The End of the Sun, mas este não sou eu. É você?

REVER GERAL
Nota:
Artigo anteriorReview Replaced: espetáculo visual
Carlos Eduardo Corrales
Editor-chefe. Fundou o DELFOS em 2004 e habita mais frequentemente as seções de cinema, games e música. Trabalha com a palavra escrita e com fotografia. É o autor dos livros infantis "Pimpa e o Homem do Sono" e "O Shorts Que Queria Ser Chapéu", ambos disponíveis nas livrarias. Já teve seus artigos publicados em veículos como o Kotaku Brasil e a Mundo Estranho Games. Formado em jornalismo (PUC-SP) e publicidade (ESPM).
review-the-end-of-the-sun-analiseDisponível: Windows, PS5<br> Analisada: PS5<br> Desenvolvedora: The End of the Sun Team<br> Editora: The End of the Sun Forge<br> Lançamento: 29 de janeiro de 2025 (Windows), 21 de abril de 2026 (PS5)<br> Gênero: Quebra-cabeças em mundo aberto<br>