Chainstaff é mais um dos muitos jogos que saíram nos últimos anos inspirados pela temática, visual e som do heavy metal. Porém, digo mais. Embora as músicas sejam totalmente metálicas, incluindo um tema cantado que toca na última fase, o visual não é assim tão metal. Mas é bastante roqueiro. Mais do que capas de Iron Maiden ou algo assim, eu diria que o visual das fases traz uma clara influência das capas de discos de rock progressivo lançados nos anos 70. Coisa como Yes ou Kansas, sabe?
REVIEW CHAINSTAFF
Vamos tirar o bastão de corrente da frente e dizer que Chainstaff tem um visual estranho. Apesar das cores bem vivas e variadas, os desenhos são um tanto estranhos, assim como a animação. Os personagens parecem feitos de papel, mas sem o charme de um Paper Mario. Algo meio South Park se South Park fosse feito mais nas coxas. Cá entre nós, desenhos como South Park ou Simpsons tinham um visual um tanto incômodo para mim quando foram lançados. Mas com o tempo, acabei acostumando e achando os dois muito caprichados. Veja só, ao longo da campanha, eu senti a mesma coisa com Chainstaff.
No começo da campanha, achei um tanto mal feito, mas perto do final estava realmente curtindo seus mundos mágicos e coloridos, sua violência cremosa e, claro, os designs extremamente estranhos de suas criaturas. Curiosamente, o mais fácil de me agradar, que seria a música, é minha principal reclamação. Não que elas sejam ruins, mas toda composição tem dois ou mais “estilos”. Um mais tranquilo, para momentos sem pipocos, e outro mais animado para os tiroteios. O que incomoda é a constante variação entre os dois arranjos. Você nunca tem a possibilidade de curtir a música. Seria melhor que cada fase tivesse seu tema, que tocasse sem variações. E é exatamente o que acontece na última fase, que é de longe a melhor música do jogo.
JOGANDO O CAJADO

Chainstaff tem um quê de Contra, mas também traz coisas novas e diferentes, que vão além do visual e temática. Você é um soldado que tem metade do corpo de um inseto e, como tal, tem superpoderes. Um que está com você desde o início é o titular Chainstaff, um bastão que você pode jogar para quebrar coisas, atacar inimigos mais “duros” ou se pendurar nos cenários – e até mesmo em inimigos. Assim, o game tem uma movimentação bem diferente da de um Contra. Você pode escalar quase qualquer parede com o bastão, assim como se grudar nos tetos e explorar por ali. Isso, combinado aos mapas abertos e com vários caminhos, faz com que você queira jogar cada fase mais de uma vez.
Normalmente dá para explorar a fase inteira quando você a abre, mas em alguns casos, fica bloqueado até pegar um upgrade que virá depois. Uma vez que você inicia uma fase, pode se transportar para qualquer ponto de upgrade encontrado previamente. A maioria das fases tem três saídas. Numa tem um embrião, necessário encontrar todos para jogar na última fase (a tal do tema cantado). Noutra tem uma semente que libera uma nova fase. Por fim, na principal tem um chefe, que precisa ser vencido para avançar com a campanha. Escondido pelas fases ainda, você tem soldados (que pode comer ou salvar), itens de upgrade para o seu bastão e, finalmente, parasitas, que são os upgrades de movimentação e ataque, necessários para explorar totalmente o mundo. Então tem bastante coisa para explorar.
Sua decisão com os soldados afeta diretamente a história do jogo e seu personagem. Eu salvei todo mundo, então fui considerado “bom”. Imagino que comer geral seria o contrário. O estranho é que na última fase, os outros soldados falavam frequentemente que se eu ajudasse eles, tudo estaria perdoado. Tudo o quê, meu? Eu fui um herói para vocês.
CAJADO DE CORRENTE
A verdade é que Chainstaff me divertiu, sem me empolgar. Gostei de ter jogado, e achei um jogo bastante diferente, especialmente pelo seu visual. Porém, em nenhum momento senti que era um jogão ou algo imperdível que mudaria minha vida. Recomendado para fãs de heavy metal que sempre quiseram explorar as capas de discos de progressivo dos anos 70.




































