Aces of Thunder é um jogo que funciona bem em vídeos de divulgação, mas que é realmente sofrido para jogar. A ideia é ser um jogo de combate aéreo em VR realista, o que é muito legal. Porém, o realismo cobra seu preço, e a própria mídia VR não parece apropriada para este tipo de movimentação.
ACES OF THUNDER E O REALISMO
O jogo tem uma enorme quantidade de aviões antigos, meticulosamente recriados. O cuidado nos desenhos realistas dos cockpits é realmente impressionante. Infelizmente, ele não traz tutoriais e nem dá nenhuma dica no jogo de como tudo funciona. Você precisa interpretar o manual que fica fora do gameplay e que, sinceramente, não ajuda muito. Ou então já saber pilotar estes aviões, o que imagino que a maior parte dos jogadores não saiba.
Além disso, o próprio combate é fraco. Os aviões inimigos ou outros alvos ficam pequenininhos na tela, até mesmo na tela gigante de um VR. É muito difícil acertar qualquer alvo. Derrubar, então, me pareceu quase impossível.
PREPARE-SE PARA VOMITAR

E daí entra o fator VR. Isso é, ao mesmo tempo, o mais atrativo e a maior mácula. É atrativo porque a gente imagina que vai ser legal se sentir no cockpit destes aviões. E é mácula porque a realidade bate logo: VR não é uma ferramenta apropriada para movimentos rápidos e intensos, como o que você tem inevitavelmente em um avião de combate.
Aces of Thunder também é um jogo primordialmente on-line, o que eu sinceramente não senti na sua divulgação. Como você sabe, eu não pago a PS Plus, então não pude experimentar este aspecto. Para single player você tem apenas algumas missões de desafio curtas e sem muito cuidado no gamedesign. São coisas básicas, como destrua os inimigos. Nada muito envolvente.
Aces of Thunder poderia ser legal, e certamente caprichou no realismo e no visual. Só esqueceu de construir um bom jogo em volta disso. Daí fica difícil recomendar. Aces of Thunder pode ser jogado em o PS VR2 ou em modo panqueca.





































