The Knightling é um jogo de plataforma 3D em mundo aberto com visual e música simpáticos, mas um tanto obtuso demais para meu gosto. Quer saber mais? Então está no lugar certo, pois basta continuar lendo.
REVIEW THE KNIGHTLING
The Knightling é um daqueles jogos que causa uma boa primeira impressão. O visual e os controles são gostosinhos e a música é provavelmente o principal ponto de destaque da experiência. Ele começa, inclusive, limitando bastante seu personagem. Você é um escudeiro, com a missão de ajudar o cavaleiro heróico. Então na primeira missão é isso que você faz.
Você abre portas, resolve quebra-cabeças e outras coisas que não são dignas de um musculoso e viril cavaleiro com cabeça de leão. Mas o bicho vai pegar, e o cavaleiro se envolve em uma luta contra um monstro mais forte e poderoso. Ele salva sua vida e corre atrás do monstro, deixando você sozinho.
Sem ter o que fazer, nosso escudeiro preferido volta para casa com o escudo de seu mestre e descobre que o cavaleiro não voltou. É agora que ele resolve partir em uma aventura para se reunir com o herói. Para isso, você aprende a lutar com o escudo e faz diversas melhorias nele. Depois de algumas horas de jogo, você poderá usar o escudo para planar, deslizar ou vencer qualquer inimigo. A ludocinética de The Knightling é boa e claramente eles levaram a sério os ensinamentos delfianos de que um jogo de mundo aberto precisa de boa movimentação. Infelizmente, é aí que meus elogios acabam.
O FIM DOS ELOGIOS

Todo o resto de The Knightling é sofrível. Tanto fases de história quanto as sidequests carecem de um cuidado no design. É extremamente comum ter desafios de tempo. Os quebra-cabeças são obtusos e nunca claros. Finalmente, o combate é terrível e nada gostoso, especialmente quando o jogo começa a introduzir inimigos ágeis, que desviam de quase todos seus ataques. A movimentação é legal, mas o jogo exige ir e voltar no mapa muitas vezes e o fast travel é extremamente limitado, com apenas três ou quatro pontos no mapa inteiro para onde você pode se teleportar. Aí você acaba enchendo o saco de ir e voltar tantas vezes.
Eu comecei The Knightling querendo resolver tudo, fazer todas as missões e tal, mas a coisa me cansou a tal ponto que eu passei a focar na história. Mas mesmo nela falta clareza. Um exemplo é perto do final, em que um monte de torres fica te bombardeando. Seu escudo fala que você “pode resolver isso pela parte de dentro das torres”, mas não consegui entrar em nenhuma delas. Tive que avançar lutando para sobreviver em meio a constantes bombardeios. Esta é a sensação de jogar The Knightling: você nunca sabe exatamente o que fazer. Na maior parte do tempo, não tem nem ideia. E ficar o tempo todo empacado e sendo bombardeado não é gostoso.
A impressão que dá é que o texto foi escrito antes de o gamedesign ficar pronto, então todas as dicas são extremamente vagas. A questão é que não parece intencional. O jogo parece querer ser acessível (tem até uma opção de invencibilidade no menu), os personagens falam os objetivos, mas nunca se encaixa exatamente com o que você deve fazer. Os waypoints também seguem aquela linha de marcar uma área, sem nunca mostrar exatamente onde ou com o quê você deve interagir. The Knightling é tão obtuso quanto Pine, que não por acaso é da mesma desenvolvedora. Eu esperava gostar bastante deste, mas não foi dessa vez.



































