Acredito que Arizona Sunshine Remake só é necessário para quem jogou o anterior no PS VR, o que é meu caso. Afinal, embora fosse um bom headset, a insistência em usar os moves como controles geraram muitos problemas. Só isso já torna Arizona Sunshine Remake recomendável. Sim, os gráficos estão melhores, agora bem parecidos com o segundo jogo. Mas a principal melhoria é de longe nos controles.
Se na minha resenha de Arizona Sunshine eu o recomendei com muitas ressalvas, agora é um jogo facilmente recomendável. Basicamente, você pode ler a resenha em questão e tirar todas as reclamações de controles, e ficaria com algo semelhante ao que poderia falar hoje.
REVIEW ARIZONA SUNSHINE

Tenho memórias mais gerais de Arizona Sunshine, a ponto de que não consigo falar de coisas que foram modificadas aqui. Porém, lendo a resenha, me chamou a atenção a minha reclamação da fase da mina, uma fase escura em que você deve levar uma lanterna em uma mão, e a arma em outra. Pois a boa notícia é que isso não acontece mais aqui. A lanterna ilumina para onde você estiver olhando, e você fica com as duas mãos livres para o que desejar.
Assim, ao jogar, eu estava tendendo a dizer que era o mesmo jogo com controles decentes, mas isso demonstra que há melhorias de gameplay e qualidades de vida. Eu não consigo citar outras que tenha reparado aqui (se não fosse minha resenha, nem me lembraria da lanterna), mas esta constatação diz que a Vertigo Games passou um pente fino pelo jogo e melhorou onde era necessário. Admito, me diverti muito durante toda a campanha, sem ter partes chatas para reclamar. E tem mais.
ARIZONA SUNSHINE E SEUS DLZ

Arizona Sunshine ganhou dois DLCs, que ele chama de DLZ. Ambos estão incluídos aqui, o que para mim é um conteúdo extra inédito e muito bem-vindo. São duas histórias independentes da principal. Na primeira delas, você deve ativar uma hidrelétrica, enquanto na segunda, deve lançar um foguete. Curiosamente, ambas têm um número plural de atores, não são histórias totalmente centradas na narração do protagonista. Mas nenhuma delas tem o humor e o carisma do amigo dos “Freddies”.
Eu joguei as duas campanhas extras em um pedaço de tarde. Juntas, elas devem durar 2h30m. São curtas, mas considerando que a campanha principal dura cerca de quatro horas, é um conteúdo adicional considerável. Arizona Sunshine Remake terminou com algo que não sentia há algum tempo nestes jogos mais completos em VR: me dando vontade de jogar mais.
A VONTADE DE JOGAR MAIS

Se você acompanha meus textos sobre VR, deve se lembrar que uma reclamação comum são as campanhas longas demais. Pois Arizona Sunshine Remake não é assim. A campanha principal e seus DLCs terminam antes de cansar, enquanto você ainda está curtindo o jogo. E isso faz toda a diferença.
Arizona Sunshine Remake talvez pareça um tanto gratuito para quem joga no Meta Quest, onde os controles sempre foram bons. Mas para o público do PS VR é um dos poucos, quiçá o único, remake necessário. Porque agora Arizona Sunshine é um bom jogo, sem ressalvas, ideal para viver lado a lado com a também ótima continuação.
LEIA MAIS:
- Arizona Sunshine: o original, no primeiro PS VR.
- Arizona Sunshine 2: a continuação, que saiu pouco antes deste remake.








































