Um Espião e Meio

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Filmes sobre duplas improváveis não são nenhuma novidade, seja nos gêneros policial, ação, Testosterona Total, comédias ou na mistura de comédia com ação, como é o caso deste Um Espião e Meio, que chega agora aos nossos cinemas, apresentando mais um par de protagonistas bem diferentes, mas que no final acabam se complementando.

Calvin Joyner (Kevin Hart) era o tal no colégio. Adorado por todos, praticava todos os esportes e inúmeras outras atividades acadêmicas e era o aluno que todos botavam fé que seria muito bem-sucedido em qualquer atividade que seguisse no futuro. Já Robbie Weirdicht (Dwayne Johnson) era o moleque gordo zoado por todo mundo.

Os anos passam e Calvin vira um pacato contador insatisfeito com os rumos que sua vida tomou. Um dia ele é contatado pelo Facebook por Robbie, agora se chamando de Bob Stone, que transformou a gordura numa montanha de músculos. Os dois combinam de sair para beber e o que parecia apenas um reencontro movido a nostalgia rapidamente vira uma explosiva aventura muito louca.

Isso porque Bob é agora um agente da CIA que precisa da ajuda de Calvin para desvendar um esquema de venda de informações sigilosas para pessoas erradas e pegar o criminoso responsável. Ou será que o próprio Bob seria o bandido, visto que ele está sendo perseguido pelos próprios colegas da agência?

Você conhece a fórmula e não há qualquer novidade aqui. Temos a comédia proveniente da interação entre os dois, do cidadão normal metido numa situação extraordinária enquanto Bob trata tudo como mais um dia de trabalho. E temos cenas de ação bem feitas e movimentadas, ainda que nada especiais. Ou seja, um típico filme nada.

A maioria das piadas não é muito boa e quem segura praticamente o filme inteiro é o The Rock, que leva muito jeito para a comédia. Grande parte do longa se escora em seu grande carisma e na construção de seu personagem, que, embora tenha se transformado num fortão totalmente badass, ainda se comporta como um garoto empolgado e que idolatra Calvin pelo simples fato de que ele era o único que o tratava com respeito no colégio, o que gera algumas boas situações.

A trama é bem previsível e você certamente matará quem é o grande vilão na primeira oportunidade. O que não quer dizer que o longa não entretenha razoavelmente durante toda sua duração, coisa que ele faz. É só não esperar muito, desligar o cérebro e você consegue tirar proveito de uma fórmula batida, mas que ainda tem algum charme.

Como todo filme nada que se preza, Um Espião e Meio não é um grande longa, mas serve para matar o tempo. Como sempre, não é o tipo de produção que eu recomendo para assistir no cinema. Contudo, em casa, num domingo à tarde, acompanhado de uma galera, pode render um pouco mais.