O Albergue

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Não deixe de ler também a entrevista coletiva com o diretor Eli Roth.

Amigo delfonauta, para a resenha de O Albergue vou fazer algo diferente. Então, apresento-lhe um pequeno manual para se desfrutar melhor este filme com produção-executiva de Quentin Tarantino. Vamos lá:

1 – Tenha em mente de que se trata de um filme B. Por isso, não espere ver nenhum nome conhecido no elenco e nem algum tipo de pirotecnia visual, já que a produção foi rodada com pouca grana.

2 – Esqueça o roteiro. Trata-se de um amontoado de clichês do gênero feito unicamente para não se levar a sério. Veja só: três mochileiros – dois estadunidenses e um islandês – percorrem a Europa com o único propósito de fumar muita maconha e conhecer as européias a fundo. Em Amsterdã, eles recebem a dica de que as garotas mais gostosas estão na Eslováquia. E lá vão eles para o mencionado país, onde se hospedam num albergue (daí o título) e realizam seus objetivos.

3 – Tenha paciência com o começo do filme. Pois é, a película demora um pouco a engrenar justamente por causa da historinha manjada e sem graça citada acima, que consome um tempo considerável de projeção. No entanto, se você agüentar o festival de clichês e diálogos bestas, será muito bem recompensado.

4 – Prepare seu estômago. Nossos jovens mochileiros logo percebem que caíram nas mãos de uma gangue que seqüestra os incautos turistas para que possam ser torturados e mortos por ricaços sádicos de todas as partes do mundo. E é aí que começa a diversão, bem como o festival de sangue. Prepare-se para nervos cortados, membros decepados e uma das cenas mais nojentas que eu já vi num filme. Só de relembrá-la eu fico com calafrios.

5 – Tente entrar no clima da produção. A proposta de O Albergue é justamente ser um filme B cheio de exageros, violência extrema e um senso de humor um tanto cruel. Se você gosta destas características, este filme é um prato cheio para você.

6 – Eli Roth é um nome a se prestar atenção. O diretor e roteirista apareceu para o mundo em 2002 com Cabin Fever, uma produção independente de baixo orçamento que foi muito comentada nos festivais de cinema fantástico e de terror ao redor do mundo. Infelizmente eu não vi tal filme, mas pretendo cuidar disso o mais cedo possível. Roth caiu nas graças de Tarantino, que emprestou seu nome para que O Albergue ganhasse maior atenção (e maior orçamento). Sendo que esse é um dos mais bacanas a que assisti atualmente, é bom ficar de olho nos próximos trabalhos de Roth, já que ele tem potencial para se tornar um novo ídolo do cinema de horror.

Espero que com este humilde manual você tenha conseguido ter uma idéia de qual é a desse filme e o que esperar. A todos que gostam de um bom terror “podreira”, O Albergue é diversão garantida. Àqueles de estômago mais fraco, eu definitivamente não recomendo. Mas uma coisa é certa, pegar uma sessão logo depois do almoço é uma péssima idéia.

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